Enquanto o Executivo e Legislativo estaduais brincam de pique-esconde no quórum de apreciação de veto do Palácio Araguaia, a pauta na Assembléia Legislativa vai para duas semanas trancada (sobrestada), como determina a Constituição Federal.
Sem apreciação de qualquer outra matéria. Se fosse no privado, poder-se-ia pespegar que os parlamentares estariam "vagabundando" por aí para não ir a plenário.
Os deputados retomam as sessões nesta terça. Do Palácio se observa as movimentações de Amélio Cayres.
E Amélio parece buscar pegar os deputados de surpresa para a votação e liberação da pauta.
A qualquer movimento “suspeito” da mesa diretora, os deputados governistas tem ficado em casa para não dar quórum para apreciação.
O objeto é o veto da gratificação de R$ 1,5 mil aprovada pela unanimidade dos parlamentares, após negociação com o governo.
E que o Executivo voltou atrás e mandou outra MP sobre o mesmo assunto. Uma impossibilidade constitucional já dirimida em liminar do TJ.
O recesso no Legislativo começa dia 8 de julho. Daqui a três semanas. E ainda tem a campanha eleitoral.
Só para se ter uma idéia: na próxima quinta-feira vence o prazo concedido pelo BNDES para que o governo apresente autorização para receber aquela doação de R$ 56 milhões.
E o pedido sequer saiu das comissões.


