Sábado, 24 de Jan de 2026

Demora de Amélio e Wanderlei só piora quadro governista que já passa pelo conflito de oferecer continuidade ou mudança tal o grupo lhes opõe e que não os confrontou no mandato

24/01/2026 112 visualizações

Os conceitos continuísmo ou mudança (e não ruptura) estão na base do conflito dos produtos a serem oferecidos ao eleitor no Estado este ano. São campo e território que o indicam.

Não só no espectro governista, mas na oposição circunstancialmente instalada no polo invertido.

Para ambos – governistas e oposicionistas – dado contexto político e desempenho em queda do governo - o continuísmo contrariamente não lhes seria favorável.

Restaria a ambos a proposta de mudança. Mas permanecendo, politicamente, no mesmo lugar.

Algo imponderável mas, no Estado, tudo é possível. O princípio seria não haver princípio.

Amélio Cayres – fiador dos projetos e vetos de Wanderlei – teria dificuldades para propagá-la (mudança) nas suas propostas, dado que teve cinco anos para fazê-lo. E não o fez.

E Dorinha Seabra (senadora) como Laurez Moreira (vice) seguiram o fluxo. Mantiveram-se, em meia década, naquilo que se poderia denominar comissivos por omissão.

Neste aspecto, não se pode negar a coerência do senador Irajá Abreu: continua no mesmo ponto, mas não disputa governo.

O resultado é que para Wanderlei e Amélio seria mais exequível e produtivo aliar-se a Dorinha Seabra. Mas Amélio se movimenta na direção do paredão.

Dorinha – que não participou de forma direta da aliança estadual do Executivo com Legislativo (Amélio/Wanderlei) - poderia propagar a mudança sem ruptura.

Diferente de Laurez. Eleito vice de Wanderlei e que, apesar dos quatro anos de ataques virulentos do governador, optou por marcar território próprio só no quarto ano, forçado pela posição no afastamento.

]Quando fora, em três anos, legal e legitimamente, o próprio Executivo.

E o quê os une na pauta de 2026: Wanderlei assumiu o governo (2021) com despesas com salários de R$ 6,810 bi (39,35% da RCL). Fechou 2025 gastando R$ 9,258 bi (44,31%). Ou: R$ 2,4 bi a mais (35%). Para uma inflação de 13,71% de 2022 a 2025.

A dívida que era R$ 3,793 bilhões (2022) pulou para R$ 4,793 bilhões (2025). Apesar das receitas passarem de R$ 16,1 bilhões (2022) para R$ 21,1 bilhões (2025).

E o quê a população recebeu de investimentos: apenas 44% do previsto em 2022 (R$ 652 milhões de R$ 1,460 bi) e 41% (2025) quando o governo aplicou apenas 41% da previsão (R$ 711 milhões de R$ 1,731 bilhões previstos).

Ou seja, aplicou em investimentos no ano passado, proporcionalmente, menos do que há quatro anos. Apesar do crescimento de 31,25% das receitas no período.

A demora de Amélio e Wanderlei só piora o quadro para o governistas. Entende-se que Amélio pressione (e o faz) Palácio e deputados em seu favor para negociar mais à frente.

Mas o pior dos mundos para o grupo é ir às ruas dividido.

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