O debate na TV Record News esta noite (conduzido pelo correto Nilson Bittar) resultou numa oportunidade perdida por Dorinha Seabra (UB) para defender seu plano de governo como um projeto novo para o Estado.
E revelou Vicentinho Jr (PSDB) com dinâmica, retórica e planos tão claros de entendimento sobre resultados quanto estimuladores de esperança.
Aliás, o único a revelar a importância do seu vice, deputado Amélio Caires e do seu senador Alexandre Guimarães na construção de um projeto juntos passando pelos 139 municípios do Estado.
Falo dos dois por serem aqueles que registram maiores intenções de voto. E porque os demais, como Laurez Moreira, ou pareciam desconhecer como fariam para mudar algo.;
Ou porque, como o vice-governador, trataram uma campanha estadual esgrimindo desempenhos municipais.
Não se esperava, no que interessa, de Dorinha a assertividade de Vicentinho. Tem escolas distintas. Mas o desempenho foi, ainda que sereno e firme, aquém da pior expectativa.
Não faz vibrar o eleitor. E candidato tem que despertar paixão igual torcedor de futebo. É difícil? É!! Mas alguns tem mais facilidades que outros.
Pode mudar, claro. Há ainda 45 dias de campanha. Os marqueteiros podem alterar a apresentação do produto. Dorinha é uma grande líder no Senado. Mas campanha é sangue no olho.
Se Dorinha não deixou a sala de aula, Vicentinho, pelo debate, já saiu das pranchetas e engoliu a professora.
Enquanto a Senadora dizia querer continuar a obra que poderá receber, o deputado não deixou dúvidas para o telespectador os seus problemas estruturais e os engenheiros responsáveis.
Convenhamos, Dorinha defender continuidade na educação e saúde foi uma temeridade dos aliados do Palácio. Mais ainda: que vai terminar os hospitais de Gurupi e Araguaína.
Wanderlei (somando a vice de Mauro Carlesse) esteve no comando do Estado por oito dos 15 anos que eles são prometidos.
E Dorinha centra seu discurso na continuidade. Poderia dizer: estão atrasadas sim, mas vamos fazer diferente. Mas não: preferiu o muro. Deve ter seus motivos, mas não razões.
E que possibilitou a Vicentinho observar a origem dos problemas da Educação (Dorinha é ex-secretária) e a situação no Hospital Geral de Palmas.
Sobrou espaço para uma tirada: “moro ao lado do HGP, se acostumem comigo de madrugada para ver se está funcionando”, atacou Vicentinho.
Em oposição à Senadora que pontou como sendo populismo desnecessário o governador tutelar a Secretaria de Saúde, montar um gabinete no HGP.
Somaram outras diferenças, mas se tem pouco espaço para registrá-las. A campanha apenas começou. Mas Dorinha sai menor do que Vicentinho neste primeiro debate.
E que se registre: a conduta civilizada de todos os participantes. Um avanço democrático.


