Terça-feira, 10 de Mar de 2026

Crescimento de 27,6% na abstenção entre o 1° e o 2º turno era um imperativo. Não por descrença dos eleitores, mas por ações dos próprios políticos. E isto lhes dá a condição de mal necessário à categoria

28/10/2024 409 visualizações

A abstenção de 25,73% no domingo em Palmas (maior que os 23,26% da eleição de 2020 em plena pandemia quando as pessoas temiam sair de casa) deveria ser razão para reflexões. Mas não o será.

Primeiro porque não passa pela cabeça da sociedade política a possibilidade da sociedade civil não comparecer às urnas como forma de protesto contra suas próprias atuações. Ou vice-versa.

E aí uma contradição: ir às urnas significaria justamente a oportunidade de substituir aquele que não estaria cumprindo sua parte.

O defeito seria de uma peça e não da engrenagem. Não trocar a peça seria manter o problema na inércia. Mas com crítica direcionada à engrenagem.

Ou seja, pretextanto justamente o contrário, a sociedade política buscaria, no gesto, consciente ou inconscientemente, a possibilidade de abstenção como forma de protesto porque favoreceria a manutenção do resultado.

Não haveriam exemplos mais eloquentes que a liberação de salários para o funcionalismo um dias antes das eleições (possibilitando o turismo interno dado que o pleito acontecia só em Palmas).

E o pedido de não voto feito pelo deputado Junior Geo, que saiu das urnas com 44 mil votos no 1° turno.

O resultado não poderia ser outro: um crescimento da abstenção de 27,6% (5,58 pontos percentuais) entre o primeiro e o segundo turnos na Capital.

Compartilhar

Deixe seu comentário