Domingo, 16 de Ago de 2026

Complexo de vira-latas: escolha de empresário para suplência de Eduardo Gomes pode ajudar o Estado mais que um curraleiro sem idéias e network. Como só 30% dos candidatos ao Senado são tocantinenses, a resistência chinfrin seria hipócrita e anacrônica

16/08/2026 175 visualizações

O senador Eduardo Gomes (PL) enfrentando a xenofobia ignara eleitoral. 

Motivo: escolheu um empresário paulista para 1º suplente. Para os de sempre, um suplente não poderia ser rico e nascido em outro Estado.

É provável que a querela não vá adiante por fragilidade de fundamentos.

O mesmo ocorreu em 2018 (com Ogari Pacheco/patrimônio de R$ 407 milhões) e Eduardo saiu das urnas com a maior votação depois de quatro anos sem mandato.

E hoje desponta com reeleição consolidada pelas pesquisas. É ainda vice-presidente do Senado. Ou seja, o fator-Ogari que se criticava foi aceito pelo eleitor.

Antes, uma anotação: dos 13 candidatos a senador no Tocantins nestas eleições, apenas quatro são naturais do Estado. Ou: 30%. São 70% de imigrantes.

Ignorar o fato é xenofobia pura desgarrada do eleitor. E ambiciosa hipocrisia dos reclamantes.

Como não recebem igual potência de resistência, a naturalidade, deduz-se, não seria empecilho.

Sobrando para a guerra político-cultural os R$ 677 milhões declarados por Luiz Pastore,  1º suplente de Eduardo. Mas no Estado e no país ainda não é proibido ser rico.

É uma distorção? Pode ser, a depender do ponto de vista. No Estado, cerca de 71% dos moradores (dados do último censo do IBGE) nasceram no Tocantins.

Se a legislação (e a população) seguissem Darci Ribeiro, a cultura local deveria prevalecer sobre a imigrante. Mas o princípio da repesentação é outro diferente do antropológico.

Cumprindo, o suplente, os requisitos da lei eleitoral dos prazos de domicílio eleitoral e filiação partidária, não há nada que impeça um empresário de outro Estado integrar a chapa majoritária.

Pastore já foi suplente de senado em outros dois Estados. E controla uma das maiores indústrias de metalurgia no país (Ibrame).

Tem livre trânsito no Congresso. E já esteve com a Federação das Indústrias do Estado. Pode ajudar mais o Estado do que um curraleiro sem idéias, projetos ou networking

Não deixando de lado o potencial mineral do Tocantins, carente de indústrias de transformação.

 

Compartilhar

Deixe seu comentário

Mais em Destaque