O nome da primeira-dama do Estado, Karyne Sotero, demora a migrar das colunas sociais (fez aniversário ontem) para o campo político por preconceito ou machismo anacrônico de um Estado conservador na origem, que ainda existe seguindo a máxima do antrópologo Darci Ribeiro de que a cultura local (nativa) prevaleceria sobre a dos imigrantes. Karyne é de família tradicional no Estado, conhecida pela honestidade e honradez, tem luz própria, já demonstrou que não escorrega nos vãos da vida pública e tem muito carisma. E isto tem causado muita ciumeira.Não do marido, governador Wanderlei Barbosa, mas daqueles situados na zona de conforto. E que se surpreendem com as movimentações pro-ativas da primeira-dama na administração, com reflexos, claro, na política.Ou seja: Janja poderia com Lula, Karyne seria proibida com Wanderlei. Escolheriam uma primeira dama de cozinha, fogão e rapapés e salamaleques, um bibelô. E não uma ativista que se dispusesse a influenciar nas questões do Estado. Tipo: uma bela na janela. Algo que não criticaram nas primeiras damas de Siqueira, Moisés, Marcelo, Sandoval, Gaguim ou Carlesse. Ah, com a renúncia de Wanderlei para disputa o Senado, Karyne poderá disputar qualquer cargo eletivo em 2026.
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