Terça-feira, 6 de Out de 2026

Campanha de Dorinha decide comer alfafa no 2º turno: prega publicamente que Vicentinho é mais lulista que ela e empurra os 69 mil votos de Laurez ao tucano numa disputa apertada entre dois candidatos de direita

06/10/2026 149 visualizações

A campanha de Dorinha Seabra (UB) decidiu comer alfafa no 2º turno contra Vicentinho Jr (PSDB).

Como é óbvio, o eleitor da Senadora se movimenta no mesmo campo político do deputado: a direita.

Dividem o mesmo nicho eleitoral.

A diferença entre Flávio e Lula no 1º turno no Estado foi de 65 mil votos.

Dorinha teve apenas 13 mil votos a mais do que Vicentinho.

E o candidato do PT ao governo (Laurez Moreira/PSD) saiu com 69 mil votos.

Vamos ao repertório disponível:

De 2002 a 2022, o PT ganhou todas para presidente da República no Tocantins.

Implica em intuir que o voto-presidente seria mais convicto.

E que ele – apontam os resultados – não teria conexão com voto-governador.

Dado que, enquanto a esquerda vencia para presidente,  a direita ganhava todas para governo do Estado de 2002 até aqui.

Com os votos da direita divididos este ano, a campanha de Dorinha decide entregar os votos do PT a Vicentinho. Ao invés de agregar o diferencial, o repele.

A  campanha da senadora pregou hoje que o deputado tucano foi o mais governista (lulista) dos deputados. Uma falácia.

No primeiro turno Dorinha ficou em cima do muro. Não pediu votos para Flávio Bolsonaro. Preferiu os cargos do governo federal. Vicentinho não tergiversou.

Dorinha,  no que é digno de reverência e elogio,  se orgulhava de não observar cor partidária/ideologia nos seus votos. Na maioria das vezes, votou com o governo.

Apesar de ter votado a favor do impeachment de Dilma Roussef (PT) que Vicentinho votou contra.

De outro modo: pode não conseguir tomar os votos de direita de Vicentinho e ainda afastar os 69 mil de Laurez.

Sem explicar porque aceitou comandar a Caixa, Correios e Codevasf no governo Lula.

A lógica determina que, para o governo Lula, pelos cargos com que foi contemplada, a senadora Dorinha Seabra daria maior contrapartida  que o deputado.

Uma mera relação de avaliação de custo/benefício.

 

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