Segunda-feira, 2 de Mar de 2026

Bancada congressista destinou ao Palácio Araguaia em três anos apenas 16% de suas emendas individuais e de bancada. Mas elas tem sido a conexão que se vê necessária na formação da chapa majoritária governista e da oposição

02/03/2026 108 visualizações

Emendas parlamentares tem sido uma das réguas na definição de apoios eleitorais.

Prefeitos (e o governo) as tem utilizado sempre que necessitam apontar uma direção sem que sejam confrontados com pessoalidades.

Dias desses, o governador Wanderlei Barbosa realçou a relevância da bancada federal para o governo e o Estado.

A ídéia, tudo indica, é fortalecer uma eventual chapa majoritária que, até aqui, é formada por congressistas.

Uma bancada (dois dos três senadores e sete dos oito deputados) majoritariamente governista.

Mas que – os números o indicam – não tiveram nos últimos três anos o governo como prioridade.

De janeiro de 2023 até o último dia 23 de fevereiro de 2026 (STN nesta segunda), deputados e senadores mandaram para os municípios do Estado o montante de R$ 1,430 bilhões de emendas individuais e de bancada.

Destinaram, por outro lado, ao governo, apenas R$ 271,4 milhões de suas emendas. Ou: mandaram para o Palácio Araguaia só 16% de R$ 1,7 bilhões de suas emendas parlamentares.

Para termos de comparação: só de ICMS/IPVA o governo repassou aos mesmos municípios o equivalente a R$ 5,2 bilhões de 2023 a 2025.

Obviamente que haveria, portanto, inconsistências nessa correlação de contingente e necessário, acessório e principal.

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