Emendas parlamentares tem sido uma das réguas na definição de apoios eleitorais.
Prefeitos (e o governo) as tem utilizado sempre que necessitam apontar uma direção sem que sejam confrontados com pessoalidades.
Dias desses, o governador Wanderlei Barbosa realçou a relevância da bancada federal para o governo e o Estado.
A ídéia, tudo indica, é fortalecer uma eventual chapa majoritária que, até aqui, é formada por congressistas.
Uma bancada (dois dos três senadores e sete dos oito deputados) majoritariamente governista.
Mas que – os números o indicam – não tiveram nos últimos três anos o governo como prioridade.
De janeiro de 2023 até o último dia 23 de fevereiro de 2026 (STN nesta segunda), deputados e senadores mandaram para os municípios do Estado o montante de R$ 1,430 bilhões de emendas individuais e de bancada.
Destinaram, por outro lado, ao governo, apenas R$ 271,4 milhões de suas emendas. Ou: mandaram para o Palácio Araguaia só 16% de R$ 1,7 bilhões de suas emendas parlamentares.
Para termos de comparação: só de ICMS/IPVA o governo repassou aos mesmos municípios o equivalente a R$ 5,2 bilhões de 2023 a 2025.
Obviamente que haveria, portanto, inconsistências nessa correlação de contingente e necessário, acessório e principal.


