Quinta-feira, 19 de Fev de 2026

Arrasto de Amélio no chapão UB/PL pode se encaixar nas coisas que ainda não são, mas que tem potência de ser. Eleitoralmente, PL e UB não dão um Republicanos. Por que Amélio seria coadjuvante é a questão!!

19/02/2026 226 visualizações

A movimentação do deputado Amélio Cayres na sucessão estadual se encaixaria perfeitamente no caso das coisas que não são ainda, mas que tem potência de ser.

E tem despertado certo incômodo daqueles que o enxergavam restrito e destinado definitiva e infinitamente ao perímetro das coisas que não são.

Amélio faz na resistência ao chapão UB/PL aquilo que seria obrigação de Wanderlei Barbosa.

Afinal, discutir composição com uma chapa já formada não é discussão coisa nenhuma. E sim endosso.

O presidente do Legislativo, desta forma, tem argumentos e potência insofismáveis para um arrasto no vôo de Eduardo Gomes/Carlos Gaguim/Dorinha Seabra.

Não bastasse o desempenho administrativo e fiscal do Legislativo, tem liderança na Casa e foi decisivo nos governos de Wanderlei na pauta legislativa.

O Republicanos, além disso, elegeu em 2022 três deputados federais e sete estaduais. Em 2024, fez 56 prefeitos.

PL e UB juntos elegeram três federais e cinco estaduais. Nas prefeituras (2024), UB e PL elegeram apenas 40 prefeitos.

De outro modo: PL e UB não dão um Republicanos.

Tem ainda o governador do Estado e o presidente da Assembléia Legislativa. Isto não é desempenho de coadjuvante.

É situação que empurraria a senadora Dorinha Seabra a buscar pacificação.

Mas a parlamentar tem se comportado como “coisa” resolvida, deixando questões tais para interlocutores, movida pelas circunstâncias jurídicas de Wanderlei.

Tem-se aí pelo menos três questões:

1) Amélio pode arrastar prefeitos e deputados para uma chapa do Republicanos; 2) Wanderlei entregar seu futuro político a Dorinha (que eleita, pode ser reeleita), tratando o partido como patrimônio pessoal e 3) o Republicanos entrar em extinção no Estado.

Ou ainda: Wanderlei fazer como Pilatos, aceitar Amélio e Dorinha disputarem governo e não subir no palanque nem de um ou de outro.

Uma traição àquele que o livrou do impeachment. E sujeito à avaliação de contrapartida a especuladas ações do chapão a seu favor no STF.

Em troca de nada. Apenas pelo destino de Wanderlei que não depende de política e que não é o dono dos mandatos.

Como Wanderlei parece não liderar mais o partido em favor das questões partidárias próprias (e sim de outros interesses), a lógica indica que se trocasse o comando.

Ficaria até mais leve para o governador do Estado. E melhor para o Republicanos.

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