A movimentação processual do HC do governador afastado Wanderlei Barbosa no STF vai aumentando a pressão por sua renúncia ao cargo.
O ex-governador Mauro Carlesse sustentou o afastamento sem renúncia por três meses. Wanderlei já venceu um terço disso.
A aposentadoria do ministro Luis Roberto Barroso pode alterar em nada a inércia mas suscita mais insegurança à defesa do ex-governador.
Inversamente proporcional à segurança que o exercício do cargo por Laurez Moreira tem aumentado a cada dia de governo.
A 2ª Turma pode continuar com quatro ministros: Gilmar Mendes, Dias Toffoli, André Mendonça e Nunes Marques.
E Barroso pode ter deixado pronto seu parecer. Ele fica no STF até a próxima semana.
Mas também pode deixar ir esgotando prazos processuais até a escolha do ministro substituto de Barroso.
A defesa de Wanderlei pode ver esperança no fato de que se o HC for para o colegiado (com quatro ministros), se houver empate (casos penais), a decisão será favorável ao impetrante.
E aí a confiança na 2ª Turma residiria nos votos de André Mendonça e Nunes Marques, ambos indicados ao Supremo por Jair Bolsonaro.
Mas para que isto aconteça, o HC tem que ser despachado para o colegiado.
Ministros que para decidirem favoráveis teriam que ir contra a unanimidade do colegiado do Superior Tribunal de Justiça e contra o parecer da Procuradoria Geral da República no Supremo Tribunal Federal.
Na renúncia, Wanderlei poderia manter a elegibilidade e ir atrás de votos novamente para o Senado.
Onde para ser processado necessita de autorização do Congresso.


