Sábado, 12 de Set de 2026

Anestesiologistas particulares retornam aos trabalhos após nova paralisação. Apesar do gasto, prejuízo ao cidadão é recorrente mas governo não incluiu vaga para a especialidade no concurso para Palmas. Vai entender!

12/09/2026 138 visualizações

Os anestesiologistas voltaram a atender nos hospitais públicos do Estado. Retomaram o atendimento na rede pública ontem, após paralisação de três dias.

Não se faz cirurgias sem anestesiologistas.

Tomando como base que a rede pública realizou 16 mil cirurgias em 2025, cerca de 130 pacientes teriam deixado (estatisticamente) de ser operados em três dias.

A cooperativa dos anestesiologistas é uma entidade privada. Contrata com ela quem achar conveniente, por exemplo, pagar R$ 6 mil por um ato médico. Se contratou, tem que pagar.

Um percentual equivalente a 30% do custo de um cirurgião. A relatividade do índice e a régua de complexidade de uma e outra atividade, proporia que pudesse haver uma negociação. 

De 4.265 médicos registrados no Estado (Demografia Médica/CRM/2024) apenas 162 seriam anestesiologistas. Uma lei de oferta e procura brutal que não se tenta reduzir.

O Estado tem apenas 2,78 médicos/1000 habitantes. No interior, a média é menor: 1,89/1000. Ou seja, para os médicos, o pote de ouro está em Palmas.

A Secretaria de Turismo já pode adicionar a seu port-fólio o turismo  médico na Capital.

O problema é que a atividade médica – ainda que se a tratem como um comércio lucrativo no Estado – tem outros princípios que a lei da oferta e procura.

O governo alegava na paralisação que pagou R$ 36 milhões à cooperativa no primeiro semestre. Uma média de R$ 6 milhões mensais. Apenas para anestesiologistas.

Obviamente que os anestesiologistas, com a paralisação, atingiriam o governo apenas do ponto de vista político.

Governadores e deputados tem seus planos de saúde privados. Diferente do povão.

Ou seja, o povão é o recheio da turma. E que ficou no HGP ou conveniados sem anestesia.

E a situação poder perdurar. O governo prorrogou as inscrições do concurso da saúde. Prevê 59 vagas para médicos e médicos especialistas.

Não há uma vaga sequer para anestesiologista´na Capital onde está o maior hospital público do Estado.

O salário do concurso é de R$ 17 mil por 40 horas semanais. Se oferecesse vaga de anestesiologista e pagasse o mesmo salário, poderia atrair médicos de outros Estados.

Até também acumularem riqueza e impor condições ao poder público onde constroem suas carreiras e carteiras.

Por aqui, no mercado da medicina, o profissional da cooperativa retiraria os mesmos proventos em apenas três intervenções cirúrgicas.

Não se entende, assim, os motivos do governo preferir pagar cooperativa privada, a abrir vaga para anestesiologistas na Capital que recebem até 30% dos honorários do cirurgião nos procedimentos.

Deve haver razões que a razão desconheça.

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