Sábado, 21 de Fev de 2026

Amélio obtém aval de Wanderlei para construir candidatura ou alianças. Argumento de aliados de Dorinha de ter votos das maiores cidades é pífio. Diferença entre UB e Republicanos em 2024 foi de apenas 40 mil votos. Dorinha vai ter que descer do salto!

21/02/2026 158 visualizações

O deputado Amélio Cayres de volta ao jogo. Neste final de semana anda pelo Sul do Estado puxado por Wanderlei Barbosa.

Na próxima segunda-feira, será um dos dois a discursar a prefeitos no que se espera um grande evento de entrega de máquinas e liberação de recursos aos municípios no Palácio Araguaia.

O outro a discursar é o próprio Governador.

Apesar da confirmada participação dos senadores Eduardo Gomes (PL), Dorinha Seabra (UB) e convites aos deputados federais, não tem fala prevista aos demais.

Como antecipamos ontem no SBT Tocantins/TV Norte, o presidente da Assembléia Legislativa e o Governador se acertaram, eleitoralmente, na quinta. Lá no Catuá.

Amélio, agora, tem o incentivo de Wanderlei para formar/negociar/participar uma chapa majoritária.

Não é uma declaração literal de apoio a uma candidatura (Amélio) em detrimento de outra (Dorinha). Mas iguala o jogo.

No popular: Amélio ganhou passe livre para construir uma candidatura pelo Republicanos. Ou conversar sobre. E a ele, como tem discursado, só interessaria o governo. Quer ser Rei e não Peão.

A movimentação de Wanderlei retira o protagonismo do UB/PL na sucessão. Uma derrapada política escancarada de Dorinha Seabra de sair pelo Estado anunciando chapa formada, a seis meses das convenções: só UB e PL.

Apesar da musculatura política de Eduardo Gomes  e Carlos Gaguim. O senador Eduardo, por exemplo, teve em 2018 (quando elegeu-se senador) mais votos que seu candidato ao governo em 2022. Mesmo vindo de um período sem mandatos.

E disputando com cinco candidatos competitivos (Paulo Mourão, Irajá Abreu, Cesar Hallun, Vicentinho Alves e Ataídes de Oliveira)

O fundamento da chapa de Dorinha era (e ainda o é) pífio. Mas tão excludente quando imprevidente no que subestimava do Republicanos e Amélio.

.Apontam que o UB e PL elegeram prefeitos das grandes cidades. Ou seja, teriam mais votos.

A diferença não é simples assim. Em 2024, todos os candidatos do UB tiveram (para prefeito) 262 mil votos/27,88% (37 prefeitos) nos municípios do Estado. O PL saiu com 86 mil/9,16% (3 prefeituras).

Só o Republicanos teve 222 mil votos (23,6%) na mesma eleição. E 56 prefeitos. E tem a máquina nas mãos e um governador com 70% de aprovação popular. E ainda outros partidos satélites.

Nas eleições estaduais de 2022, o Republicanos teve para deputado federal (que conta) o total de 184 mil e 240 votos. O UB saiu com 104.375 votos e o PL 90.627 votos.

O resultado é que o Republicanos elegeu três deputados federais e sete estaduais. O UB um deputado federal e o PL dois parlamentares.

Tudo indica que UB e PL terão que começar de novo caso não decidam correr o risco de  implodir a base governista que necessita para garantir a eleição da Senadora do UB.

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