Sexta-feira, 2 de Out de 2026

Acordo entre Eduardo e Marilon pode quebrar as pernas de Wanderlei Barbosa. Armistício na Câmara sinaliza mais racha do que aliança entre Palácio e Paço dada a possibilidade de reeleição do prefeito e projeto do Governador

02/10/2026 91 visualizações

Escaparia à lógica natural para Wanderlei Barbosa (Republicanos) o disseminado apoio do governador a um acordo entre Eduardo Siqueira (Podemos) e o vereador Marilon Barbosa (Republicanos) tendo como objeto a reeleição na presidência da Câmara de Vereadores.

É uma tese que vai amplificada sem qualquer sustentação política. Justificada tão somente pelas intenções altruístas das partes. Excluindo-se o comércio conectado entre as idéias.

Fico apenas no político. Do prefeito, sabe-se o ganho: dois anos livre da preocupação de um impeachment ou de travas na tramitação de projetos de interesse do Executivo. E isto nos 24 meses que antecedem as eleições quando pode disputar a reeleição não é pouca coisa.

E o quê ganharia o vereador reeleito presidente para conseguir formar essa maioria de parlamentares aderindo ao projeto que alterou até a Lei Orgânica para modificar a data da escolha para a semana da eleição estadual?

A lógica só favoreceria Marilon se o acordo representasse, de fato, um racha (e não produto de aliança) com Wanderlei a quem interessaria justamente o contrário: a desidratação de Eduardo. Prefeito que o acordo fortalece.

Apesar do governador já ter demonstrado ele próprio (e o filho deputado Leo Barbosa) interesse na disputa municipal daqui a dois anos. Irmão e sobrinho do presidente da Câmara.

Wanderlei fica sem mandato no próximo ano, com aprovação popular na casa dos 70%.

Implausível, certamente, que jogue na cesta de lixo ativo tão bem precificado, deixando depreciá-lo nas redes do Catuá. Tem mandatos há quatro décadas.

Prevalecesse essa lógica de aliança, Marilon poderia ter sido impulsionado (além dos desafetos) pela possibilidade de ocupar o cargo de vice de Eduardo em 2028.

E, numa eventual eleição, ocupar o Paço numa renúncia do prefeito em 2032 para disputa do governo. E ele, Marilon, disputar a reeleição a prefeitura no cargo.

Escolheria Eduardo a Wanderlei. Um projeto mais palpável a esperar a boa vontade e escolha política do irmão mais novo.

Tal como ocorreu na eleição de Janad Valcari presidente do Legislativo, quando foi levado a desistir da reeleição justamente pelo irmão então vice-governador.

 Uma pancada nas pernas de Wanderlei. E, por favor, não me venham dizer que não pensaram em nada disso!!

Seriam uns lunáticos!!! que pensariam só no bem da população!! Mas o que levaria o povão com uma eleição de presidente da Câmara em que não são convidados a participar da escolha?

Marilon (mais velho), como é conhecido, disputa com Wanderlei (mais novo que o vereador) o protagonismo na família.

Léo Barbosa (filho de Wanderlei), por exemplo, tem concorrentes no grupo. Nesta eleição, parte pede votos para Vanda Monteiro outra para Cláudia Lélis. E tem mesmo até aqueles que seguem Cínthia ou Eduardo.

Ou seja, a aliança entre Marilon e Eduardo tem sinais de um racha. E não de acordo com Wanderlei.

E se isto acontece, quem ganha é Eduardo porque divide o grupo do qual é adversário desde a implantação da cidade.

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