O aperto orçamentário e financeiro pode estar na base da decisão do governo de retomar o processo de comercialização de sua participação acionária na Energisa.
O Executivo já teria contratado uma empresa multinacional que trabalha com acompanhamento de mercado de ações, para fazer a valoração.
A venda das ações da Energisa foi aprovada pelos deputados no governo Mauro Carlesse.
E novamente no governo de Wanderlei Barbosa. Substitutivo mudou a contabilização dos recursos: de receitas de capital para receita própria.
A venda foi interrompida no governo de Laurez Moreira que posicionou-se contrário. Mas não encaminhou projeto de lei para revogar a lei anterior.
O governo quer comercializar 15% dos 23% de participação acionária na empresa.
A venda deve ser feita por licitação. Cálculos da Fazenda no ano passado apontavam R$ 400 milhões de arrecadação.
Laurez, no entanto, contrapôs-se ao projeto, apontando que a participação societária renderia R$ 70 milhões anuais ao governo.



