Os servidores públicos não tem do que reclamar de Wanderlei Barbosa. O governador, com efeito, tem sido mais pai que padrasto do funcionalismo.
A antecipação do pagamento é um destes benefícios que poderá atritar o próximo governador.
É previsível a reação dos funcionários caso o governo cumpra a lei e pague no dia determinado.
Daqui a pouco pipoca um movimento para transformar em oficial a data de pagamento no dia 26 de cada mês. Ou: com dez dias de antecipação.
Obviamente que o governo para cumprir a antecipação, altera prioridades porque desloca fluxo de caixa para salários.
Ele executa o orçamento com dinheiro que vai entrar. E não é possível antecipar arrecadação de impostos ou transferências da União.
Teria, portanto, que fazer poupança para ter disponibilidade de caixa. Mas não é a orientação em curso.
A antecipação feita ontem, por exemplo, só foi possível em função dos repasses do FPE que pode fechar o mês com R$ 543 milhões (com a parcela de R$ 168 milhões que será repassada no dia 30).
Um crescimento nominal de 11% em relação aos R$ 485 milhões de agosto do ano passado.
Se dependesse da arrecadação estadual, teria dificuldades. De janeiro a julho o governo esperava arrecadar R$ 5,12 bilhões de impostos e entraram nos cofres apenas R$ 4,77 bilhões. Ou: R$ 340 milhões a menos.
ICMS e FPE juntos representam algo em torno de 80% das receitas correntes da administração.


