A Revista Veja desta semana deve ter animado e desanimado grupos políticos do Estado.
Veja nem sempre acerta. Mas suas publicações seguem alguma lógica.
E com determinada plausibilidade, mesmo descontadas as intenções de suas fontes.
A revista crava que dos 18 governadores em final de mandato (como Wanderlei Barbosa), doze deles devem disputar o Senado.
O relógio da desincompatibilização marca o tic-tac-tic-tac: 4 de abril. As eleições ocorrem em 4 de outubro.
Veja não revela como encontrou as probabilidades, dado que a possibilidade existiria a todos.
Mas realça “curiosidades” citando que dois governadores não disputarão Senado para não entregar o governo ao vice: Maranhão e Rondônia.
A publicação favorece Wanderlei na medida que o exclui do grupo anti-vices, apesar de reiteradas declarações e ações do governador no sentido contrário.
E que, por mero raciocínio lógico, não representaria a idéia de coragem, mas de medo.
De igual modo mantém, no grupo aliado, acesa a chama das urnas ao governador.
Mutatis mutandis, poderia Wanderlei, em abril, aceitar “a vontade do povo” e deixar o cargo. Negando a retórica de hoje.
A insegurança – na publicação - escorreria para o grupo Dorinha/Eduardo Gomes/Carlos Gaguim..
Situação perfeitamente possível. Wanderlei risca o Estado como um Concorde político. E a primeira-dama faz campanha aberta para deputada federal.
Só possível com a renúncia do governador.


