Há uma combinação de fatores no Estado que deveria obter uma avaliação mais técnica que política do Planejamento/Fazenda.
A Secretaria da Fazenda publicou agora (Análise de Arrecadação de Recursos Ordinários) que arrecadou de impostos no 1° bimestre (jan/fev/26) apenas 89,23% da previsão. Significa R$ 160 milhões a menos.
Uma variação nominal de 2,35% e real de -1,78% em relação ao mesmo período do ano anterior. Não cobriu sequer a inflação. Como o blog já havia apontado.
A maior queda se deu no ICMS. Registra a Fazenda:“a receita acumulada de janeiro a fevereiro de 2026 foi de R$ 959,38 milhões, com crescimento nominal de 1,40% e retração real de 2,68% em relação ao mesmo período de 2025, correspondendo a 85,82% da meta (R$ 1,12 bi).” Ou seja, variação negativa.
O rombo só não foi maior pelo desempenho do FPE (União). Relata ainda a Secretaria: o valor arrecadado acumulado de janeiro a fevereiro de 2026 foi de R$ 1,66 bilhão, variação nominal de 7,48% e real de 3,18% em relação ao mesmo período de 2025, superando a meta (R$ 1,25 bi) em 133,07%.
Por outro lado, a Secretaria do Tesouro Nacional publicou na última segunda-feira, dia 23, os indicadores de operações de créditos dos Estados e comprometimento das receitas.
No relatório, o governo do Tocantins aparece com um crescimento de 48,26% de comprometimento da Receita Corrente Líquida com a Dívida Corrente Líquida.
A proporção era de 10,92 (fevereiro/2025) e agora saltou para 16,19 em fevereiro de 2026.



