O ex-prefeito e vereador Carlos Amastha (PSB) pode representar, certamente, um dos maiores equívocos do PSB nacional no país este ano.
O partido, na prática, foi entregue ao PSD, de Laurez Moreira e Irajá Abreu. Uma intervenção no comando de Amastha que anda reagindo.
O PSB que alinhava-se ao Podemos no Estado, enquadrou, com isto, uma candidatura do ex-prefeito.
E não libera carta para que possa disputar as eleições deste ano por outro partido. Ninguém sai, ninguéim sai.
Amastha, diante da negação, firma o pé: ou carta e se candidata com Podemos. Ou não se candidata a nada.
O PSB é aquele do lendário líder democrata Miguel Arraes. E é presidido pelo seu próprio bisneto, o prefeito João Campos (Recife), filho de outro democrata, o ex-candidato a presidente Eduardo Campos.
O PSD é uma bifurcação do antigo pefelê do coronel oligarca baiano ACM e sucessor da Arena.
Obviamente, observado o materialismo histórico, o Podemos (originário do Partido Trabalhista Nacional e uma dissidência do PTB de Vargas) teria muito mais a ver ideologicamente com o PSB do que com o PSD.
Amastha, pela legislação, não pode aproveitar-se da janela partidária destinada tão somente a mandatos estaduais.
Amastha marcou anúncios para a próxima quinta. Como a lógica indica que o PSB não o liberará no momento em que Laurez Moreira/Irajá necessitam de ativo eleitoral (e partidário), o ex-prefeito pode não candidatar-se.
E o PSB terá jogado na lata de lixo os 100 mil votos de Carlos Amastha ao Senado de 2022, quando ocupou a terceira maior votação estadual.
E que podem fazer-lhe falta na sobrevida da cláusula de barreira onde precisa de no mínimo 13 deputados federais. E só elegeu 14 na última eleição.



