A estratégia política errática dos aliados de Wanderlei Barbosa segue fazendo estragos na especulada candidata dos aliados de Wanderlei Barbosa.
O vazamento (não negado) de que Amélio Cayres decidirá seu futuro até quarta-feira (depois de reunião tensa entre ambos) mais que negar, reafirma o clima da animosidade no ambiente palaciano.
Contrário senso, se estaria perante uma farsa. De público Amélio demonstraria oposição às escolhas de Wanderlei – e este não as negaria certificando a dissensão – e internamente houvesse uma combinação.
Sobrando ao eleitor o papel de espectador preventivo acerca do objeto combinado, dada a assertividade dos discursos de Amélio e o silêncio de Wanderlei sobre o assunto.
E se está falando chefe do Executivo e Legislativo estaduais.
Uma relação que não comportaria amor e ódio, tapas e beijos, dada a institucionalidade pública e a proximidade partidária.
Muito embora ambos tenham oscilado entre juras de amor eterno e rancores escondidos por presumidas infidelidades.
É uma divergência relevante que para convergir necessita mais que retórica eleitoral nas cavidades auriculares do eleitor. A deficiência de política (e de conversação) no Republicanos, com efeito e os fatos o realçam, é indiscutível.
Nada mais criativo, portanto, do que a especulação (impulsionada no governo) de que Amélio poderia disputar o Senado numa candidatura avulsa. No Republicanos ou MDB.
Apesar de previsto pela legislação eleitoral, seria por demais interessante ver Amélio disputar o Senado pelo Republicanos (presidido por Wanderlei), de forma avulsa, com o partido coligado, na majoritária, com UB/PL/PP que já tem consolidados os nomes de Eduardo Gomes e Carlos Gaguim.
Diz-se ainda que pode migrar para o MDB. É uma linha sem ganho eleitoral a Amélio e ao MDB. Baseada no chutômetro instintivo. O mesmo que estipula (na imprensa) a data de quarta-feira, dia 25, para uma definição do presidente do Legislativo.
Nem no calendário há racionalidade. Na verdade quarta-feira é a data da reunião de lançamento da pré-candidatura de Laurez Moreira. A de Dorinha está prevista para dia 27 e a janela partidária termina em 3 de abril.
Tudo indica que tanto Wanderlei quanto Amélio perderam o “time”. O Republicanos, nem se Wanderlei voltasse atrás, conseguiria, agora, força política para alterar a majoritária de Dorinha Seabra. É possível só a forceps.
Wanderlei deixou perder grande parcela de seu ativo. Caso contrário, não migraria de Amélio para Dorinha. As circunstâncias estão aí e não são de difícil observação.
Somada as necessidades dos candidatos na chapa proporcional, insegurança total quanto ao destino do grupo.
Terá o Palácio que contentar-se em ser coadjuvante. E de modo rebaixado: Dorinha, é imperioso compreender e entender, quer o apoio de Wanderlei
Mas a ela não interessaria tão próximo que pareça ser a continuidade do seu governo, sujeita aos passivos dele consequentes.



