Sábado, 14 de Mar de 2026

Política no Estado: perguntaram pra mim se ainda gosto dela. Respondi tenho ódio e morro de amor por ela!!! PL e UB ganham mais musculatura nomeando em regiões metropolitanas e Amélio se desdiz e segue achando-se fortalecido

14/03/2026 177 visualizações

A movimentação política no Tocantins segue sem sentido algum. Ou: no seu próprio e peculiar sentido. Neste ponto, nada deve ao que se vê hoje em outros Estados.

Diferente do que escrevia o escritor e jornalista mineiro Otto Lara Rezende, com efeito, não somos solidários só no câncer.  Aliás já temos um mineiro na suplência de Senado pelo Tocantins.

Pois bem: um dia após a senadora Dorinha Seabra anunciar o deputado Moisemar Marinho (PSB) no União Brasil, o parlamentar participava ontem pela manhã de encontro com o senador Eduardo Gomes (PL) na discussão de nominatas do Partido Liberal.

Moisemar ainda não deixou o seu partido. E, contrariamente ao que deixara entender Dorinha (a candidata ao governo do grupo) não teria escolhido sua próxima legenda. Estaria ainda “porvando” como induz sua movimentação.

São, claro, partidos da mesma chapa majoritária, aliados. Mas na chapa proporcional (deputados) seguirão separados pela impossibilidade de coligação. Chapas distintas.

Se o PL segue livre com ele mesmo, não se pode dizer o mesmo do  UB, federado com o PP. Restrições até no número de candidatos.

Dois partidos como um só. Maiores dificuldades eleitorais para determinados candidatos.

Vai ser um brigando pelo voto do  outro. O PL teve votos para eleger quatro deputados estaduais em 2022. O União Brasil dois deputados e o PSB apenas um.

O PSB este ano deve compor a chapa majoritária do PSD.

Por outro lado, o deputado Amélio Cayres, diante da inequívoca escolha de Wanderlei por Dorinha, reitera sua pré-candidatura ao governo, sugere que deixará o Republicanos.

Mas, desdizendo tudo que dissera (ou sugeria) antes (seu não endosso por Wanderlei) para mudar de partido, defende (como esta semana) a estratégia de Wanderlei Barbosa e do governo. 

Governo que iniciou esta semana as contratações na estrutura das três regiões metropolitanas que criou: Palmas, Araguaína e Gurupi.

As três regiões metropolitanas – coordenadas pelo PL de Eduardo Gomes – reúnem 137 dos 139 municípios do Estado.

São dirigidas pelo secretário de Desenvolvimento das Regiões Metropolitanas, ex-vice-prefeito de Palmas André Gomes.

Como estas regiões terão  um fundo que vai centralizar receitas orçamentárias e de emendas e convênios aos prefeitos, grosso modo seria um governo do PL dentro do governo do Republicanos.

Grana na veia dos prefeitos. Sem intermediários.

E o PL tem um candidato ao governo que não é Amélio.

O que vai na cabeça de Wanderlei Barbosa não é difícil perceber e entender. Compreender o que tenciona Amélio é que é não é fácil.

Entre tapas e beijos, naquele velho "você não presta mas eu te amo" de Reginaldo Rossi. Qualquer semelhança é mera coincidência.

 

Compartilhar

Deixe seu comentário