A disputa eleitoral passa pelo enfrentamento das pesquisas. Se a Justiça Eleitoral não decidir-se por uma modulação, o eleitor será proibido este ano de acesso aos números. Se depender de advogados.
Há três pesquisas registradas no Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins no momento:
Uma da Real Times Big Data (de R$ 64 mil) para governador e senador cuja publicação é determinada para esta sexta-feira, dia 19 de junho.
Outra do Vox (de R$ 15 mil), também para governador e senador, com divulgação informada para amanhã, dia 20 de junho.
E outra da Paraná Pesquisas (também para governador e senador) cuja divulgação está prevista para dia 24 de junho, quarta-feira.
O desempenho dos principais candidatos, no entanto, no consciente popular aparente, é, circunstancialmente, nítido. Vicentinho Jr ou tem empatado ou superado Dorinha Seabra.
Dorinha, após um período no teto, voltou a contar pontos, após movimento de Wanderlei Barbosa. A situação indica, com maior probabilidade, um segundo turno.
Podem estar segurando baterias.
Na próxima segunda-feira, Laurez Moreira tem encontro com o PT em Brasília (DF). Está decidido pela aliança PSD/PT/PSB/PDT.
Se conseguir atrair parte do eleitorado de Lula, já é bom caminho.
Vicentinho – que tem crescido muito antes das convenções levando preocupação aos marqueteiros – tenta buscar no passado, vigor político.
Vai sustentando a história de levante popular em favor de Moisés Avelino em 1.990 para dar substância à sua candidatura.
Uma versão modificada do "curraleiro" empregado por Wanderlei Barbosa.
Na verdade, na época, o PMDB fez a campanha “este é daqui” porque o oponente era Moisés Abrão, um empresário goiano, mas senador eleito pelo Estado em 1.988.
Eleição em que Siqueira (PFL) derrotara José Freire (PMDB). E Moisés Avelino era prefeito de Paraíso.
A eleição do tal levante foi para o segundo turno. E Moisés Abrão foi derrotado por Avelino, mas não sem a mão de Siqueira Campos que trabalhou contra seu candidato.
O próprio PMDB estava dividido entre Avelino e Manoel Reis (então prefeito de Cristalândia). E tinha disputa entre outros dois caciques modebas: Ninha e Totó Cavalcante.
Como não havia reeleição, Siqueira queria voltar quatro anos depois para terminar o que iniciara. E viu que seria mais fácil com Moisés Avelino no governo do que com Moisés Abrão, seu aliado.
Abrão que era irmão da deputada e depois senadora Lúcia Vânia, casada com o ex-governador e ex-senador goiano Irapuan da Costa Jr. O mesmo Irapuan que construiu a primeira ponte sobre o rio Tocantins em Porto Nacional.
Era o dono da rica Soalgo que fez fortuna na região norte de Goiás, hoje Tocantins, estocando grãos para o governo. Havia um boom nos governos militares com o Plante que o João (Figueiredo) garante.
O levante popular, como se vê, não era levante e nem popular. Já que Siqueira voltaria quatro anos depois (1.994) ganhando no primeiro turno do candidato do PMDB (João Cruz, vice-governador) por 58,73% dos votos.



