Os pré-candidatos tem feito uso da pesquisa a seu modo. Mas a priori, aqueles da oposição já devem estar calibrando o discurso na desconstrução da candidata do UB.
E porque: sob fogo cerrado desde o início do ano, Dorinha Seabra tem mantido o desempenho (na Real Times Big Data) como a aprovação de Wanderlei Barbosa se mantém nas alturas: 83% em maio conforme o Nexus contra 61% na Real Time Big Data de março.
Considerando a relação de causa e consequência, a retórica contra Wanderlei e a conexão entre a candidata do UB e o governo não tem sido suficiente para retirar Dorinha do segundo turno.
E aí a disputa seria perimetral: Laurez versus Vicentinho. No que sugeriria embate entre o PSDB e PSD pela vaga no segundo turno. Ou seja: ambos disputariam uma eleição primeiro entre eles.
Se Vicentinho cresceu 13 pontos percentuais e Laurez outros quatros pontos percentuais em três meses com Dorinha mantendo os seus 35%, claro está que a artilharia dos adversários não levou baixas à candidata governista. Ou seja, teria seus eleitores cativos suficientes para o 2° turno.
E com um dado não irrelevante: Dorinha não aumentou sua rejeição. Permaneceu com 31%. Muito embora Vicentinho Jr tenha reduzido a sua de 28% (março) para os atuais 27%, Laurez aumentou a sua: saiu de 34% para 36%.
Pesquisas, como é notório, são circunstanciais. Algumas até controversas como aquelas do mesmo Real Big Data em 2024 quando apontava vitória de Janad Valcari no primeiro turno.



