O debate ontem no Legislativo sobre vetos expôs as dificuldades dos deputados governistas acompanharem o Executivo.
Deu-se a impressão de falta de coordenação política da base e que, em determinado momento, derivou para avaliação de encaminhamento dúbio do Executivo.
Ponto para a oposição.
Não é suficiente, claro, para maiores preocupações da candidata do Palácio, senadora Dorinha Seabra. Ainda há calendário.
Wanderlei Barbosa e seu grupo contam com a maioria dos prefeitos, partidos, tempo de propaganda e fundo de campanha eleitoral. Um combo não irrelevante.
E é incontestável que Wanderlei tem feito um governo municipalista.
Transfere com maior regularidade (e volume) recursos aos municípios, tem obras e é popular.
Mas a falta de coordenação pode contaminar o palanque.
Os governistas tem gasto os últimos dias, por exemplo, para negar divergências na campanha.
Nada que não ocorra em campanhas eleitorais.
Ainda mais nesta onde o Governador tem sido até agora mais coadjuvante que protagonista.
Apesar da chave do cofre. E sob circunstâncias e condições conhecidas.
Voluntária ou involuntariamente, governo tem peso respeitável.O governador tem a caneta nas mãos.
Pode perdê-la, no seu poder discricionário, não na forma que a utiliza, mas como o faz e divulga.
A negação, portanto, é um esforço dispendido à toa. Wanderlei não entrou na campanha de Dorinha ainda.
Não precisa ser cientista político para observá-lo, no que transformaria negá-lo em tarefa inglória.
Sua ausência na agenda do Ministro das Comunicações com Dorinha Seabra na Capital foi eloquente.
Assessores elencam justificativas as mais improvisadas.
Wanderlei pode ter seu próprio tempo eleitoral. E não entrar de cabeça agora faça parte de uma estratégia.
Um movimento que não combinado pode levar insegurança a seu grupo.
Daí as variações das especuladas dissensões no grupo. Algumas concretizadas, outras não. Mas um fio-conduto.
A campanha de fato, entretanto, ainda está por vir, apesar da pressa da oposição.



