Há um debate “ordinário” – anterior/posterior – na política metropolitana (com expansão estadual) que não se sustenta, nem às proposições ou problemas que se quer serem aceitos e comprovados.
E que se note: situação irrompida por secretários do prefeito Eduardo Siqueira no início de 2025 quando diante da sequência irreversível da ordem do um e dois, apontaram uma suposta situação antecedente. Piorada. Eduardo refreou a tendência criativa.
Se lá criava-se uma crise artificial, decorridos 12 meses tem-se o domínio de situação invertida: emprega-se, na oposição ao prefeito, o sentido de anterior como melhor e mais estimável.
Não há qualquer indicativo de verdadeiro na premissa que não tomando a parte pelo todo. Há, sim, problemas pontuais mas não diferente de administrações anteriores.
Eduardo tem uma forma diversa de enxergar a cidade, mas a cidade assim o escolheu. E pronto. Se não acreditasse no prefeito, não o teria eleito contra tudo e todos.
E Eduardo foi o primeiro prefeito eleito pela Capital lá em 1.992. O pai criou a cidade. A mãe é nome de quatro bairros.
Implantou a infraestrutura básica da cidade sem energia e asfalto.
Fez o Theatro, o ginásio, o kartódromo, as feiras, as primeiras escolas, a drenagem pluvial, os canos de água nas ruas, os postes com energia, o bosque, enfim, trazia shows, a cidade era alegre.
E em grande parte, com apenas um terço do FPM. É história antecedente. O um antes do dois.
Há, portanto, conexões também afetivas. E um projeto político também delas dependente.
Os serviços públicos estão funcionando normalmente e a administração de Eduardo Siqueira está enquadrada na Lei de Responsabilidade Fiscal.
Só tem um ano de administração em que executou a Lei Orçamentária formulada pela prefeita anterior.
A oposição na Câmara, por exemplo, poderia mobilizar-se para equalizar as receitas.
Exemplo: os palmenses são responsáveis por 31% da arrecadação de ICMS do Estado. A cidade, entretanto, tem 19,85% da população.
O orçamento per capita do governo, no entanto, é de R$ 12,9 mil contra um orçamento per capita municipal de R$ 9 mil anuais. Ou: 25% a menos.
Os vereadores, assim, poderiam enfrentar a batalha de fazer retornar a Palmas os recursos proporcionalmente ao que deposita no tesouro estadual.
No campo político, Eduardo retoma o domínio da territorialidade estadual antecedente. Vai aos poucos – com os próprios movimentos – ganhando corpo como líder estadual (vai presidir o Podemos e já congrega outros prefeitos).
Depois de formar, em menos de ano, maioria absoluta dos 23 vereadores na Câmara tendo eleito tão somente dois parlamentares.
E não há dúvidas da legitimidade que tem para fazer despertar o siqueirismo no Estado.
Na exata proporção ordinária de que seria a sequência numérica política do pais, ex-governador Siqueira Campos.


