Sábado, 7 de Mar de 2026

Oposição a Eduardo não tem sustentação ponderável nos números da administração e parece irromper proporcionalmente ao avanço político do prefeito que tende a liderar naturalmente o retorno do siqueirismo no Estado

07/03/2026 145 visualizações

Há um debate “ordinário” – anterior/posterior – na política metropolitana (com expansão estadual) que não se sustenta, nem às proposições ou problemas que se quer serem aceitos e comprovados.

E que se note: situação irrompida por secretários do prefeito Eduardo Siqueira no início de 2025 quando diante da sequência irreversível da ordem do um e dois, apontaram uma suposta situação antecedente. Piorada. Eduardo refreou a tendência criativa.

Se lá criava-se uma crise artificial, decorridos 12 meses tem-se o domínio de situação invertida: emprega-se, na oposição ao prefeito, o sentido de anterior como melhor e mais estimável.

Não há qualquer indicativo de verdadeiro na premissa que não tomando a parte pelo todo. Há, sim, problemas pontuais mas não diferente de administrações anteriores.

Eduardo tem uma forma diversa de enxergar a cidade, mas a cidade assim o escolheu. E pronto. Se não acreditasse no prefeito, não o teria eleito contra tudo e todos.

E Eduardo foi o primeiro prefeito eleito pela Capital lá em 1.992. O pai criou a cidade. A mãe é nome de quatro bairros.

Implantou a infraestrutura básica da cidade sem energia e asfalto.

Fez o Theatro, o ginásio, o kartódromo, as feiras, as primeiras escolas, a drenagem pluvial, os canos de água nas ruas,  os postes com energia, o bosque, enfim, trazia shows, a cidade era alegre.

E em grande parte, com apenas um terço do FPM. É história antecedente. O um antes do dois.

Há, portanto, conexões também afetivas. E um projeto político também delas dependente.

Os serviços públicos estão funcionando normalmente e a administração de Eduardo Siqueira está enquadrada na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Só tem um ano de administração em que executou a Lei Orçamentária formulada pela prefeita anterior.

A oposição na Câmara, por exemplo, poderia mobilizar-se para equalizar as receitas.

Exemplo: os palmenses são responsáveis por 31% da arrecadação de ICMS do Estado. A cidade, entretanto, tem 19,85% da população.

O orçamento per capita do governo, no entanto, é de R$ 12,9 mil contra um orçamento per capita municipal de R$ 9 mil anuais. Ou: 25% a menos.

Os vereadores, assim, poderiam enfrentar a batalha de fazer retornar a Palmas os recursos proporcionalmente ao que deposita no tesouro estadual.

No campo político, Eduardo retoma o domínio da territorialidade estadual antecedente. Vai aos poucos – com os próprios movimentos – ganhando corpo como líder estadual (vai presidir o Podemos e já congrega outros prefeitos).

Depois de formar, em menos de ano, maioria absoluta dos 23  vereadores na Câmara tendo eleito tão somente dois parlamentares.

E não há dúvidas da legitimidade que tem para fazer despertar o siqueirismo no Estado.

Na exata proporção ordinária de que seria a sequência numérica política do pais, ex-governador Siqueira Campos.

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