A ex-senadora Kátia Abreu tem encontro com o presidente Lula as 8h desta sexta.
O encontro fora adiado de terça em função de agenda do presidente. E fora solicitado pelo próprio presidente.
O PT do Estado – que patinava na sucessão – ganhou novo impulso com a filiação da ex-senadora. E já a vê como potencial candidata de Lula ao governo. Não há nada definido.
Pode-se ter um rumo a partir da conversa desta sexta. No alinhamento (a palavra da vez) entre Kátia, PT e Lula.
Por outro lado, o pré-candidato a deputado e vereador Carlos Amastha (Podemos) desnudou na Câmara ontem um suposto acordo para Cinthia Ribeiro disputar o governo pelo PSB.
E apontou o dedo para o senador Irajá Abreu (PSD), senador da chapa de Laurez Moreira (PSD).
Laurez disse ao blog ontem que sua campanha estava a pleno vapor e mostrava-se confiante no engajamento por todo o Estado. Sem divisões e apostava em Carlesse na chapa.
Amastha, como é óbvio, está do outro lado e faz o seu papel. Sua análise, portanto, a priori, mereceria uma régua tanto qualitativa como quantitativa.
Mas no caso Cínthia, uma questão apenas de métrica e não de substância.
Corroborando o discurso de Amastha, houve sim a conversa que não teria ido adiante por inação de Cínthia Ribeiro.E não omissão ou negação. Pelo contrário.
Cínthia mobilizou lideranças para assumir o PSB (que era coordenado por Carlos Amastha) e, acertada a movimentação, teria desaparecido dos interlocutores sem finalizar o acordo.
Irajá teria ficado com o pires na mão com a candidatura-plus. Cinthia teria ficado dez dias sem dar continuidade ao projeto.
O grupo poderia argumentar que uma candidatura de Cínthia ao governo pelo PSB ajudaria Laurez Moreira (PSD) com mais uma divisão dos votos que se somaria a uma eventual candidatura do PT para forçar o segundo turno.
Uma feitiçaria. Justamente porque vazou que o incentivador da candidatura de Cínthia pelo PSB teria sido o senador Irajá Abreu (PSD) e que tem o partido de João Campos nas mãos.
Faz sentido? Faz. O PSD pode ir nacionalmente de Caiado, Flávio ou Lula.
Se decidir por um dos bolsonaristas, a candidatura de Laurez iria junto para um campo que já tem dois outros pré-candidatos no Estado: Vicentinho Jr e Dorinha Seabra.
O PSB seria uma saída. Mas rifaria Laurez que não tem prazo mais de trocar de legenda. Irajá só trocaria de chapa.
A visibilidade (e os desgastes) de mudanças em uma candidatura ao Senado e de governo são diferentes.
E aí como apontou Amastha: a chapa seria Cínthia para governo e Irajá ao senado. Perfeitamente plausível.
Enquanto isto, do outro lado da rua, os governistas reuniam, ontem, os partidos e lideranças políticas do grupo para discutir a campanha.
Isto depois da Real Big Data (e o Veritá) ter registrado (no TRE) pesquisa no Tocantins e não divulgado o resultado.
Contrariamente à publicação ontem das pesquisas do Real Big Data feitas em outros Estados.
O Real Big Data é aquele ligado ao PL de Valdemar Costa Neto e que apontou durante praticamente toda a campanha de 2024 vitória da deputada Janad Valcari no primeiro turno.
A não divulação da Real Big Data do Tocantins ontem impõe uma conclusão tão óbvia quanto lógica.
Diferenças: os governistas se unem na contrariedade e a oposição escolhe dividir-se.



