Sexta-feira, 10 de Abr de 2026

Kátia tem hoje encontro com Lula. E Amastha acusa Irajá de querer rifar Laurez por intermédio de Cínthia. Do outro lado, governistas omitem números da Real Big Data e Veritá e reúnem partidos em "convescote" eleitoral

10/04/2026 278 visualizações

A ex-senadora Kátia Abreu tem encontro com o presidente Lula as 8h desta sexta.

O encontro fora adiado de terça em função de agenda do presidente. E fora solicitado pelo próprio presidente.

O PT do Estado – que patinava na sucessão – ganhou novo impulso com a filiação da ex-senadora. E já a vê como potencial candidata de Lula ao governo. Não há nada definido. 

Pode-se ter um rumo a partir da conversa desta sexta. No alinhamento (a palavra da vez) entre Kátia, PT e Lula.

Por outro lado, o pré-candidato a deputado e vereador Carlos Amastha (Podemos) desnudou na Câmara ontem um suposto acordo para Cinthia Ribeiro disputar o governo pelo PSB.

E apontou o dedo para o senador Irajá Abreu (PSD), senador da chapa de Laurez Moreira (PSD).

Laurez disse ao blog ontem que sua campanha estava a pleno vapor e mostrava-se confiante no engajamento por todo o Estado. Sem divisões e apostava em Carlesse na chapa.

Amastha, como é óbvio, está do outro lado e faz o seu papel. Sua análise, portanto, a priori, mereceria uma régua tanto qualitativa como quantitativa.

 Mas no caso Cínthia, uma questão apenas de métrica e não de substância.

Corroborando o discurso de Amastha, houve sim a conversa que não teria ido adiante por inação de Cínthia Ribeiro.E não omissão ou negação. Pelo contrário.

Cínthia mobilizou lideranças para assumir o PSB (que era coordenado por Carlos Amastha) e, acertada a movimentação, teria desaparecido dos interlocutores sem finalizar o acordo.

Irajá teria ficado com o pires na mão com a candidatura-plus. Cinthia teria ficado dez dias sem dar continuidade ao projeto.

O grupo poderia argumentar que uma candidatura de Cínthia ao governo pelo  PSB ajudaria Laurez Moreira (PSD) com mais uma divisão dos votos que se somaria a uma eventual candidatura do PT para forçar o segundo turno.

Uma feitiçaria. Justamente porque vazou que o incentivador da candidatura de Cínthia pelo PSB teria sido o senador Irajá Abreu (PSD) e que tem o partido de João Campos nas mãos.

Faz sentido? Faz. O PSD pode ir nacionalmente de Caiado, Flávio ou Lula.

Se decidir por um dos bolsonaristas, a candidatura de Laurez iria junto para um campo que já tem dois outros pré-candidatos no Estado: Vicentinho Jr e Dorinha Seabra.

O PSB seria uma saída. Mas rifaria Laurez que não tem prazo mais de trocar de legenda. Irajá só trocaria de chapa.

A visibilidade (e os desgastes) de mudanças em uma candidatura ao Senado e de governo são diferentes.

E aí como apontou Amastha: a chapa seria Cínthia para governo e Irajá ao senado. Perfeitamente plausível.

Enquanto isto, do outro lado da rua, os governistas reuniam, ontem, os partidos e lideranças políticas do grupo para discutir a campanha.

Isto depois da Real Big Data (e o Veritá) ter registrado (no TRE) pesquisa no Tocantins e não divulgado o resultado.

Contrariamente à publicação ontem das pesquisas do Real Big Data feitas em outros Estados.

O Real Big Data é aquele ligado ao PL de Valdemar Costa Neto e que apontou durante praticamente toda a campanha de 2024 vitória da deputada Janad Valcari no primeiro turno.

A não divulação da Real Big Data do Tocantins ontem impõe uma conclusão tão óbvia quanto lógica.

Diferenças: os governistas se unem na contrariedade e a oposição escolhe dividir-se.

 

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