O resultado de ontem cravou, mais uma vez, o espectro moral e estatístico de determinados institutos de pesquisa.
Obviamente que a democracia ganha quando eles não acertam porque seria demonstração de que a manipulação não prevaleceria.
Vicentinho e Dorinha saíram das urnas praticamente empatados (45,52% a 43,94%). Uma diferença de 13 mil votos.
A uma semana das eleições, a Quaest (Globo) apontava distância entre Dorinha e Vicentinho de nada menos que 111 mil votos (42% a 29%).
Isto considerando os 848 mil votos válidos registrados nas urnas no domingo.
E, mais que curioso, os institutos não erraram para baixo. Acertaram em cheio o desempenho dos candidatos que tiveram menor votação e que não ameaçavam a candidata que, por eles, ganharia no primeiro turno
O resultado de domingo sugere, assim, que Vicentinho teria ganho 12 mil votos todos os dias e Dorinha nenhum por uma semana. Ora, vá lá!!!
Estatísticas permitem desvios mas com esta elasticidade não é mais nem aconchambramento numérico. É desfalque mesmo.
Como os dois candidatos são deputados de três mandatos e senadora (conhecidos de todos), maior veracidade teria a probabilidade de manipulação dos índices a Dorinha do que a Vicentinho.
Comprovado no seu desdobramento: a disseminação nas redes sociais e junto ao eleitorado de vitória de Dorinha no primeiro turno fundamentado na Quaest.
Expediente que não acrescentaria à imagem de seriedade e de trabalho realizado pela parlamentar que não tem histórico de derrapagens morais. Sempre eleita por votos reais.
O eleitor não titubeou: deu uma banana às pesquisas e levou a eleição para o segundo.
Dorinha e Vicentinho vão ao segundo turno em iguais condições. Igual tempo de propaganda e recursos financeiros.
Muito embora a Senadora continue com a vantagem da máquina governista, pode ter que esforçar-se mais para não perder os votos dos candidatos a deputado (federal ou estadual) que não lograram êxito. Eli Borges e Carlos Gaguim os mais prejudicados.
Ou até mesmo dos eleitos que não teriam a mesma motivação para ir às ruas pedir votos. E aínda superar os 24,1% de rejeição (204 mil eleitores) que registrou na última pesquisa um dia antes do pleito.
Rejeição (com oscilações pontuais), por sinal, registrada em todas as pesquisas porque mais difícil alterar dois elementos de uma mesma equação e ainda assim conseguir fechá-la.


