O governo divulga audiência ontem do governador Mauro Carlesse com o ministro interino da Saúde, Eduardo Pauzuello. Na foto, o senador Eduardo Gomes (líder de Jair Bolsonaro no Congresso), o federal Carlos Gaguim e os secretários de Saúde e de Parcerias, Edgar Tollini e Claudinei Quaresmin, respectivamente.

A não ser que o governo quisesse terceirar a saúde (como tentou Marcelo Miranda e o fez Siqueira Campos), Quaresim seria completamente desnecessário no encontro, cujo pretexto era solicitação de verbas para a construção dos hospitais de Gurupi e Araguaína. Mas é prerrogativa do Governador levar quem ache necessário ou que contribua com o objeto.

Aliás, o secretário de Parcerias já se ocupa do talvez maior projeto de concessão/terceirização de um Estado no país, o pretendido pelo Palácio Araguaia que envolve recursos da ordem de R$ 9 bilhões, quase o orçamento anual e um terço do PIB regional.

Sobre a justificação da audiência, o próprio governo já divulgou no seu portal que o Hospital Geral de Gurupi estaria com 65% de sua primeira etapa concluída. E que terminaria a obra no segundo semestre de 2020. Esta primeira etapa custaria (como divulgado no governo Marcelo Miranda/a obra iniciou-se em Siqueira Campos) o equivalente a R$ 27 milhões.

Como já haviam sido depositados na conta do governo do Estado R$ 41 milhões para  a obra (emendas da senadora Kátia Abreu, no governo Dilma Roussef), o Palácio já teria o dobro do suficiente para a primeira etapa, ainda não concluída. Ou a empresa construtora teria majorado o preço em 100% de 2013 a 2020, contra uma inflação de 42,2% de 2013 a junho deste ano.

Além do mais, o Hospital de Gurupi já tem R$ 10 milhões previstos naquele empréstimo da Caixa (ainda não autorizado pelo governo federal), outros R$ 24 milhões (4% da venda da Lajeado Energia/Celtins) e o orçamento da Secretaria de Saúde para 2020 (R$ 1,6 bilhões) destina R$ 140 milhões na rubrica "Ampliação e modernização da rede de saúde pública". Ou seja, investimentos em obras físicas na Saúde.

Pelo projeto, quando pronto o hospital vai atender cerca de 240 mil pessoas de 27 municípios da região Sul do Estado. Serão 200 leitos e 40 UTIs. O problema é se os cofres públicos irão aguentar os solavancos.

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