Uma reportagem de O Globo de ontem retrata a confusão partidária que pode ser oferecida ao eleitor nas urnas deste ano no Estado.
O Globo destaca os palanques de Lula e Flávio Bolsonaro nos Estados.
Flávio ainda não teria palanque definido em quatro Estados (PE/ES/AP/AL) e Lula em três deles (MG/RR/TO).
Flávio (pela publicação) teria no Tocantins o palanque do deputado Vicente Jr (PSDB). E Lula nenhum até agora.
O partido da senadora Dorinha Seabra (União Brasil) no Estado é, entretanto, circunstancialmente mais bolsonarista do que o PSDB de Vicentinho.
Ainda que o deputado Vicente Jr tenha mais tempo de direita bolsonarista do que Dorinha.
É, de fato, bolsonarista na essência e princípios antes mesmo até que os Bolsonaro.
O governadoriável do PSDB veio do PR, onde sempre se elegeu e que virou PL em 2019. Jair Bolsonaro foi eleito pelo PSL.
O problema é que o deputado Aécio Neves (presidente nacional do PSDB) se dispõe a também disputar a presidência da República.
Isto impõe que, apesar das relações, Dorinha Seabra (que como o senador Eduardo Gomes vem do Democratas), por mera eliminação, deve receber Flávio no palanque.
Somado à liderança de Eduardo Gomes, vice-presidente do Senado (e ex-líder do governo Bolsonaro no Congresso) e presidente regional do PL (partido de Flávio e Jair) fecharia a conta.
Eduardo que mostrou sua relevância trazendo o próprio Bolsonaro Jair ao Estado para palanque de Ronaldo Dimas e Janad Valcari.
Estariam portanto mais que carimbados (e não indefinidos) os aliados de Flávio no Estado.
O Globo errou feio. Claro. Tanto em probabilidades como possibilidades.


