O ministro Edson Fachin é pressionado a suspender a sessão do STF de terça-feira (15) programada para análise da crise na Corte.
Primeiro pelo Regimento: nas terças a sessão conjunta da 1ª e 2ª turmas não prevê o presidente. O Pleno é nas quartas e quintas. Com ele.
Entenda o que aconteceu
E, em segundo, a inegável exiguidade de prazo aos demais ministros para formarem no final de semana juízo de valor sobre questões tão graves.
Centenas de documentos, gravações e procedimentos processuais para horas de menos.
A análise da coluna sobre o prazo exíguo
A superficialidade da análise, com efeito, favorece os envolvidos. Agilidade, apesar de substantivo, não tem correspondência direta com substância.
Investigados e investigadores podem ter suas condutas subestimadas pelo reducionismo processual. No que sublevariam a ordem.
Superestimando os “poderes” majestáticos dos ministros indicados, nem sempre, por saberes e sabedoria.
A reflexão filosófica
Subvertendo também a lógica presente. O suposto envolvimento de ministros da Suprema Corte em “mutretas” pede não só pressa, mas princípios.
Até porque, se capacidade é uma disposição, ser capaz de alguma coisa é, filosoficamente, estar disposto a ela.
Pelo que já foi exposto até aqui, ministros do STF teriam capacidade e disposição. Delas fazer uso dependeria tão somente da perspectiva observada.
O que esperar da sessão de terça-feira
Podem, na terça, demonstrar que não fizeram uso de alguma coisa, que não foram ativos.
Ainda que as evidências apontem para o exercício tanto da capacidade quanto da disposição para sê-los.
Enquanto isto, o mundo gira e a lusitana roda.


