O candidato do PSDB/MDB, Vicentinho Jr, tem, até ontem, desempenho inverso ao presidente Lula no 1º turno.
Exerço o paralelismo para apontar a desconexão que já existe entre os dois no campo político.
Isto porque ambos, antipodas no princípio, foram derrotados no primeiro turno por diferença mínima de votos pelo mesmo adversário: a direita.
Ou seja, conectados na escala de desempenho político e eleitoral.
Mas são opostas, na forma e resultado, as ações e reações de ambos.
A diferença do tucano para a, agora, candidata bolsonarista (Dorinha Seabra) foi de 1,58 pontos percentuais.
O bolsonarismo (Flávio) teve 1,87 pontos percentuais a mais do que Lula no país. E 7,02 pontos percentuais no Tocantins.
Flávio gastou os dias pós-primeiro turno atraindo os candidatos derrotados e novos partidos: Republicanos, UB, PP e Podemos.
Aumentou sua diferença (Datafolha de ontem) de Lula para quatro pontos percentuais. Mais que dobrou a vantagem do primeiro turno.
Por aqui, Dorinha gastou os dias reforçando os apoios que obteve no primeiro turno. Soma, por enquanto, zero.
E Vicentinho fazendo o que Flávio tem feito: pode receber nesta sexta o apoio do quase senador Eli Borges (271 mil votos). Da base de Dorinha/Wanderlei.
Ontem recebeu o apoio do vice-govenador e candidato do PSD/PT, Laurez Moreira e mais cinco deputados estuduais e suplentes que migraram do palanque de Dorinha para o tucano.
Somados pelos policiais penais e bombeiros militares, agregados com potência de sobra para vencer a diferença de 13 mil votos de Vicentinho para Dorinha no 1º turno...
Não se pode cravar que o político/candidato represente uma correia de transmissão entre o eleitor e os votos que assegure a escolha.
Mas o desempenho de Vicentinho estaria mais para Flávio (que venceu no 1º turno) do que para Lula (que perdeu).
E Dorinha estaria inclinada ao papel inverso, destinado, por enquanto (a prevalecerem as pesquisas) a Lula, pela inércia da semana.


