Regra geral, os políticos não ligam muito para as dispositivos fiscais.
Em grande monta porque os eleitores não fazem a conexão entre receitas e despesas do poder público. E a sua vida pessoal.
Não realizam a equação de que a energia mais cara se dá porque os políticos aprovaram o formato das tarifas e do imposto.
E que o endividamento do poder público ou o desvio do orçamento leva à escassez de receitas para aquilo que lhes é prioritário.
Ligam a mínima que os R$ 6,1 bilhões de renúncias fiscais no Tocantins (2023/2025) – só no ano passado R$ 2,337 bilhões – aumentam-lhe o custo de vida.
Mas vamos lá:
No ano passado, a dívida consolidada líquida do governo do Estado (e que a população paga) elevou-se a R$ 2,520 bilhões.
Uma elevação de 36,54% sobre os R$ 1,598 bilhões de 2024. Ou: R$ 922 milhões a mais.
A dívida consolidada líquida (DCL) é o principal indicador da saúde fiscal de um ente público (União, Estados, Municípios).
É o total das obrigações financeiras (Dívida Consolidada) menos os ativos financeiros (caixa, aplicações, créditos a receber).
É o endividamento real. No popular: o que sobra de dívida ou de dinheiro. O Estado passou a ter dívidas a mais a descoberto. Sem dinheiro disponível para pagar.
Para esse aumento real da dívida consolidada líquida (passivos menos ativos) de 36,54% em 2025, a receita corrente líquida (para fins de endividamento) aumentou apenas 6,2% entre 24/25: R$ 953 milhões.
O aumento da dívida comeu, na matemática, o aumento da receita. Como outras despesas sofreram correção, a saída é fazer novas dívidas para manter o governo.
Resultado: de 2023 a 2025, a dívida consolidada líquida (a saúde financeira do governo do Estado) caiu 320%.
Ela (a DCL) era R$ 599 milhões (RGF/2023) e agora é de R$ 2,520 bilhões (RGF/2025).
Para um crescimento da receita corrente líquida (para endividamento) de apenas 16,9% no triênio.
Mas se discute é se Wanderlei vai ser ou não candidato. Ou se Amélio faz birra para ser convidado a ser vice.

