A arrecadação de ICMS registrou uma queda de desempenho considerável esta semana.
A dois dias do encerramento do mês o Fisco não havia cumprido a meta. Arrecadara R$ 518,8 milhões. A previsão é de R$ 533,1 milhões.
Se executar a meta, ainda assim a arrecadação de janeiro deste ano situará abaixo da correção inflacionária de janeiro a dezembro de 2025% de 4,26%.
Em janeiro do ano passado, o Estado arrecadou R$ 510,8 milhões.
Em 2025, os auditores proporcionaram um crescimento de 7,5% na arrecadação de ICMS. Muito acima das projeções mensais.
A desaceleração é atribuída às mudanças feitas pelo governo na pasta no mês de dezembro que implicaram em alterações na condução do Fisco.
Especialmente na cobrança de grandes devedores e na investigação e combate a fraudes.
Numa acomodação mais política do que técnica, o governo trocou no mês passado a Secretária de Gestão Tributária e o Superintendente de Combate à Fraude.
E teria alojado nos cargos, indicados políticos em ano eleitoral. “É muito preocupante e há auditores inclinados em aposentar-se ou entregar seus cargos porque não querem participar disso, do descumprimento de tudo que defendemos até aqui”, acentuou um dos auditores ontem ao blog.
A arrecadação de ICMS no ano passado movimentou R$ 8,5 bilhões (comparativo receita/despesa publicado esta semana). Isto aí é 76,5% de toda arrecadação tributária (R$ 11,1 bi) e 51% das receitas correntes de 2025 (R$ 16,6 bi).
Um setor que pode fazer bem ou mal às contas públicas. Dependendo do comando.


