Domingo, 8 de Fev de 2026

Depois de Veja, agora é a Globo que inclui Wanderlei na lista de governadores com futuro indefinido!! após "cristianizar" candidatura de Amélio ao Senado ou Governo na semana em que se pede livre movimentação política a Karynne

08/02/2026 418 visualizações

Recomenda-se ao séquito de Wanderlei Barbosa revisitar (se já o visitaram) Arthur Schopenhauer para ajudar o Governador a cristalizar o seu projeto político.

No Palácio, a proposição que se quer não só entendida e compreendida, mas amplificada é que o Governador vai até o fim no governo.

Verbalizada pelo próprio em oposição a seus movimentos dúbios, não raro passionais (do ponto de vista político) e, noutros, indefinidos quanto ao grupo a que pertenceria.

Horas outras, fragiliza indiscutivelmente o maior nome (com potencial político) do seu partido (Amélio Cayres), noutras manda sinais contrários.

E que, não pensados antes de verbalizados ou emitidos, se transformam em bumerangues de que Amélio se torna também alvo.

Com efeito, não bastou mais que dois meses de novo governo para Wanderlei depreciar uma candidatura do presidente do Legislativo que se elaborava há três anos no grupo palaciano por impulso do Governador.

Amélio foi, indubitavelmente, desidratado publicamente. Um processo de "cristianização" explícito não só de  Amélio Cayres, mas do Republicanos.

Na “intelligentsia” governista, não seria estratégia e sim “genuidade curraleira”. Autenticidade sertaneja.

Ainda que a tática pudesse também ser tratada como abuso da ingenuidade e por tal sujeita a reações.

A dialética e retórica governista, entretanto, não tem favorecido ser consolidada como a verdade objetiva que se quer seja aceita como tal.

Depois da Revista Veja, agora é o portal de notícias da Globo (g1.globo.com) – neste domingo – que inclui Wanderlei Barbosa entre cinco governadores do país com futuro indefinido.

Na Veja (há dez dias), Wanderlei era excluído da lista de governadores que não deixariam o cargo para disputar Senado para não entregar governo ao vice.

Conclusão óbvia de Veja: Wanderlei deixaria o cargo e disputaria o Senado.

Wanderlei pode até já ter consolidada sua posição de não renúncia, mas, apesar de diárias declarações, não estaria convencendo o público a quem destina suas decisões políticas. De dentro ou de fora.

E revisitando Schopenhauer: no interesse da vaidade, o verdadeiro deve parecer falso, e o falso verdadeiro.

Pode ser e/ou pode não ser.

Mas como dizia o ex-governador Leonel Brizola: a política ama a traição, mas odeia o traidor.

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