Quinta-feira, 30 de Jul de 2026

Definição de Atos Gomes por Wanderlei Barbosa fará dele "dono" do Republicanos e da vice-governadoria. É situação que Dorinha e os eleitores vão ter que engolir. Nem Siqueira tratou o cargo com tamanho desvio litúrgico

30/07/2026 215 visualizações

Os formuladores políticos do governo decidiram justificar a quase certa escolha de Atos Gomes para vice de Dorinha.

É uma tática envergonhada, quase saindo da página, escorrendo pela tangente. E que reduz mais ainda a estatura do escolhido.

Dizem-no uma grande liderança do Estado. Ora, ora. E por que motivos ainda não teria um mandato nos seus 30 anos de vida?

Só Wanderlei – que na prática ele substituirá do ponto de vista político no cargo - está na política há 35 anos!! E que se note: Atos Gomes não é o problema. E sim o que ele representa.

Fica-se a imaginá-lo sentado na cadeira de governador.

Seria mais honesto os governistas assumirem que a indicação é de Wanderlei e representaria um acordo para apoio eleitoral a Dorinha Seabra.

Uma aliança firmada em função de determinadas circunstâncias judiciais. Um direito de qualquer um.

E a estrutura partidária (comissão provisória do Republicanos) - com a brecha da legislação partidária - torna o presidente o dono da legenda.

Faz o que bem entender sem precisar aprovar num diretório eleito. E não os filiados partidários. O mais, é lero-lero.

Mas aí a dificuldade demonstrativa: um trato estritamente pessoal pois é desconhecida uma discussão interna no Republicanos sobre a esperada indicação.

A assumir de frente o ônus disso: por que dentre tantos Republicanos com mandatos e mais experiência, o Governador escolheria um jovem da família?

É, como todos sabem no meio político (e familiar) jogo jogado.

Dorinha, tudo indica, vai ter que engolir Ato Gomes. E os eleitores também.

A quase dúvida agora é se Dorinha manterá a vice-governadoria lá na saída de Lajeado para onde Wanderlei despejou seu vice Laurez Moreira.

Ou a trará novamente para dentro do Palácio.

A razão indica que presumíveis adversários deve-se tê-los por perto para vislumbrar seus movimentos.

Só o fígado de Wanderlei é que pareceu pensar diferente.

Ademais, do ponto de vista histórico, político institucional e liturgico do cargo, nem Siqueira Campos tratou a vice-governadoria como patrimônio pessoal.

Escolheu-os, sim. Mas dentro de outro universo e com diferentes intenções.

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