Os politicos do Estado se mexem para não sair do lugar. Não se pode dizer que não tivessem outro modo diferente.
Na inércia da tração da sucessão presidencial, se deslocam para afastar relação entre termos afirmativos e privativos.
Uma estratégia para embaralhar o igual, não-igual e desigual e não-desigual. Obviamente manejando os valores correspondentes.
Como na inclinação para a divisão dos campos políticos que disputarão o poder este ano em bolsonarista e lulista no Estado. Eleição presidencial e estadual coladas.
A oposição (Laurez) negando (com Lula), o projeto de direita (PSD) – conservador – propondo para o Estado um projeto de esquerda (no palanque de Lula).
E a situação/Dorinha Seabra (com quatro ministérios no governo de esquerda/Lula) fazendo uso subliminar do bolsonarismo (Flávio Bolsonaro) como alavanca de suas propostas.
Dorinha se movimenta neutra na defesa do bolsonarismo. E isto sugere uma negação.
Claro é que a negação, por exemplo, de “ser bolsonarista” não é “ser não-bolsonarista”. E sim “não ser bolsonarista”. Dorinha flerta com ambos até aqui.
Laurez e Dorinha, por enquanto, ainda não foram escrutinados sobre o conflito. E podem até não sê-los
São projetos antagônicos que espelham formas diferentes de enfrentar os problemas da população.
Em 2022, Jair teve 48,64% dos votos contra 51,36% de Lula.
No mesmo ano, o candidato bolsonarista ao governo (com Bolsonaro no palanque) teve apenas 22,50% dos votos, contra 58,14% dados à chapa Wanderlei/Laurez (uma divisão bolsonarista).
Em 2018, Bolsonaro teve 48,98% contra 51,02% de Fernando Hadad (então um ilustre desconhecido no Estado).
Em 2014, o PT venceu para presidente no Estado (Dilma) com 59,49%.
Em 2010, os petistas tiveram 58,88% e em 2006 Lula saiu das urnas com espantosos 70,26% dos votos.
Em 2002, o mesmo Lula venceu com 54,03%.
Ou seja, em duas décadas o eleitor do Estado - a sua maioria - escolheu a esquerda para presidente.
E a direita nos cargos majoritários e proporcionais. De outro modo: o eleitor foi conservador no que lhe importa diretamente.
Como a situação continua pior, pode não ter sido convencido a mudar.
Um Estado que registra 27% de analfabetismo funcional.
Ou: um terço da população não sabe interpretar textos ou fazer contas.
A inércia da sociedade política indica que podem continuar o sendo porque mudar não a interessaria.
E, como é elementar, apenas propor mudança não se bastaria.


