Exsurgem da pré-campanha indicadores do “velho”. E que, no cenário até aqui desenhado, pouco permitiria ao eleitor esperar o “novo”.
E quanto mais se acentuam os vícios morais, cristaliza-se o conceito de voluntariedade e não de sua necessidade que justificassem tolerância. Ou seja, não seriam pormenores.
Wanderlei Barbosa faz um governo acima da média. Excetuando-se seus equívocos populistas pontuais.
Mas não é candidato a nada (por suas próprias palavras). E parece ter dificuldade para transferir votos (vide eleições 2024).
A opção por reações mercuriais que lhe são inatas (que recrudesceu na prática após o retorno), no entanto, pode ter contrapontos prejudicando o “continuísmo” que buscaria o Palácio.
Situação paradoxal dado que as circunstâncias apontariam que a Dorinha Seabra (provável candidata do governo) favoreceria a ruptura com o modelo vigente.
O novo em lugar do velho. Ainda que sem sair do lugar. E ainda teria a reeleição. Ou só esquentaria a cadeira para Wanderlei daqui a quatro anos.
Desconsiderar o afastamento do governador e suas razões, com efeito, seria certamente um erro.
E lidar com o fato perante um líder popular inebriado pela efemeridade do poder político não é, por outro lado, de fácil execução.
Mas o que se vê: Wanderlei entre tapas com a ex-senadora Kátia Abreu e o vice Laurez Moreira. Contra os beijos que trocavam há quatro anos.
Dois ex-aliados que, como ex-aliados e sem cargos, podem fazer de Wanderlei mais vidraça que pedra.
E Dorinha Seabra, que há quatro anos, era uma imponderável candidata querendo viabilizar candidatura – que não despertava nem amor nem ódio de adversários – segue no mesmo moto-contínuo.
Querendo viabilizar candidatura ao governo, sem quebrar os ovos. Nem amor nem ódio novamente.
Não são pormenores o que se vê a menos de 9 meses do 4 de outubro.


