Os institutos de pesquisa alcançam este domingo posição de não afastados do papel de farsantes.
O Quaest apontou ontem a senadora Dorinha com 46% e o deputado Vicentinho Jr teria 41% dos votos válidos.
Há menos de semana, o Quaest apontava uma diferença de 13 pontos percentuais de Dorinha à frente de Vicentinho: 42% a 29%.
Ou seja: a considerar como válidas as pesquisas, Vicentinho teria pego o "space" da Nasa e de Elon Musk e Dorinha embarcado num avião da Brasil Central com a tecnologia do Sputinik russo da década de 60 para singular desempenho em prazo tão exíguo.
Suficiente para a militância de Dorinha (inclusive na imprensa e influenciadores) apontar vitória no primeiro turno.
O disparate entre um e outro fê-lo calibrar o "chutômetro" com pêndulo endereçado.
O Quaest é o "santo" instituto da Rede Globo como já foi o Ibope. Ibope que gerou o Ipso/IPEC. Tudo junto e misturado.
Ibope de tantas histórias e estórias no Estado. Sem que ninguém tivesse sido preso por mentiras que não eram inocentes, tampouco sem consequências.
Há uma semana também o Real Big Data apontava uma diferença de sete pontos entre Dorinha e Vicentinho: 44% a 37%.
Pesquisa suspensa pela Justiça por erros crassos. Ontem, a Big Data voltou com 42% a 36% pró-Dorinha.
Ainda ontem, o Correio do Povo mostrava 44% para Vicentinho e 36% para Dorinha. Único instituto que não teve pesquisa suspensa nas eleições.
O Atlas Intel pregava ontem 39,1% (Dorinha) e 38,8% (Vicentinho) e a Paraná na sexta mostrava 42,3% (Dorinha) e 35,9% (Vicentinho).
Uma pesquisa em que o instituto não explicava os 36% de indecisos que teria encontrado.
Tanto a Real Times Big Data quanto a Paraná Pesquisas são ligadas ao PL que integra a chapa majoritária de Dorinha.
Se algo pudesse ser cravado a partir destes números (e tomando-os como materializados), a eleição iria para o segundo turno.
Vicentinho inclinado para cima e Dorinha arrastando-se na rejeição inclemente para virar a chave.


