A ex-senadora Kátia Abreu (PT) já encabeça, extra-oficialmente, o partido no Estado.
É provável que tente centralizar as decisões. Foi assim no PFL, Democratas, PSD, PP, PDT e até MDB.
Muito embora o partido (PT) tenha diretório e um presidente regional eleito.
Tal o MDB à época que conseguiu desamarrar o nó, o PT tem hora marcada para esse encontro.
As diferenças ideológicas e principais são extremas e não apenas pontuais.
No Portal CT, ontem, o pré-candidato a Senado, Paulo Mourão, já reagia a movimentos Kátia.
Isto ainda no 1º turno. Se a eleição presidencial for para o segundo turno e Laurez não alcançar votos para seguir adiante, com quem Lula contará para derrotar Flávio?
Kátia irá conversar com Vicentinho e Dorinha? Dois bolsonaristas convictos!!
As publicações da ex-senadora nas redes esta semana revelam cuidados técnicos de maketing nas suas exposições. Acompanhamento profissional.
Kátia foi nomeada coordenadora da campanha de Lula no Estado. E não uma interventora na chapa PT/PSD. Separar as duas coisas não lhe faria mal.
Na última Real Big Data/junho/26 realizada no Estado, o presidente estaria empatado com Flávio Bolsonaro no 1º turno (37% a 37%). Mas seria derrotado no segundo turno (41%/40%),
Esta a finalidade da coordenação. E não determinar uma eventual aliança do PSD/PT/PSB/PDT na disputa do governo e senado.
Um cargo burocrático que requereria um filtro para não atrapalhar os candidatos de fato.
Até mesmo de Laurez Moreira (ainda o candidato ao governo) com quem o grupo petista, liderado por Kátia, parece, por motivos óbvios, ter dificuldades.
Laurez tem falado cobras e lagartos de Irajá Abreu. E não se pode criticá-lo por isto.
O senador escalou seus problemas na montagem da chapa e na campanha ao governo.
Lula precisará de todos para reeleger-se. E aí estaria o foco da ex-senadora.
A não ser que ela própria estivesse ainda enxergando possibilidade de disputar um mandato de governadora.
Enfrentando a rejeição de 44% encontrada pelo Real Big Data em 17/18 de junho último.
A maior rejeição dentre os prováveis (e potenciais) candidatos ao governo.


