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Ponto Cartesiano

Intimidação a jornalistas do grupo Jaime Câmara merece repúdio e investigação exemplar em prol da liberdade de imprensa

Muito grave as intimidações apontadas pela Polícia Federal a dois jornalistas do grupo Jaime Câmara: Lailton Costa (JTo) e Ana Paula Rebhein (TV Anhanguera. As acusações devem ser repudiadas pela imprensa por ferir a liberdade de expressão e informação. E, evidentemente, investigadas para que não se pratique injustiças .  Vejam termos dos depoimentos dos profissionais elencados pela Polícia Federal:

Em seu depoimento perante a autoridade policial, LAILTON COSTA ratificou os termos do Boletim de Ocorrência e tudo o mais que havia narrado, declarando que:
“…QUE é jornalista e trabalha no Jornal do Tocantins; QUE a partir de denúncias
envolvendo a empresa PRIME, por um áudio de LUCIANO DE CASTRO TEIXEIRA
abordando questões relativas ao PLANSAÚDE, decidiu verificar os contratos da
referida empresa com o Estado do Tocantins; QUE identificou que a empresa
PRIME é parte de um grupo empresarial, o qual denominou como Grupo Exata;
QUE o grupo EXATA é gerido pelo empresário Franklin Douglas, conhecido como
FRANK; QUE procurou o grupo EXATA para colher a manifestação do grupo
empresarial, sendo marcado um encontro na sede da empresa situada no hotel IBIS
da quadra 106 N, no dia 18/09; QUE o encontro durou cerca de uma hora e meia e a
pedido de FRANK a conversa não foi gravada; QUE ao final do encontro FRANK
pediu que a matéria não fosse publicada; QUE o declarante então informou que a
matéria seria publicada a menos que a Jornal do Tocantins não permitisse; QUE no
dia seguinte, uma assessora do grupo Exata, RAQUEL OLIVEIRA, procurou o
diretor comercial, ABRAÃO HANNA, e o diretor geral do grupo JAIME CÂMARA no
TOCANTINS, JEAN TEIXEIRA; QUE o Jornal do Tocantins está vinculado ao grupo
Jaime Câmara; QUE neste mesmo dia, outra pessoa ligada a FRANK, ligou para a
ex-esposa do declarante buscando informações pessoais suas; QUE
imediatamente, recebeu uma ligação de sua ex-esposa, AURIELLY QUEIROZ
PAINKOW, que assustada, pediu para se encontrar com o declarante, afirmando
que não poderiam conversar pelo telefone; QUE marcaram um encontro na praça de
alimentação do Palmas Shopping, em frente às lojas Americanas, por volta das
13:40, daquele mesmo dia 19.09; QUE no encontro, a ex-esposa do declarante
narrou que uma pessoa lhe ligou buscando informações sobre o relacionamento
dela com o declarante, se o declarante seria uma pessoa fácil de lidar, acessível,
qual a rotina do declarante, como era a vida do declarante, deixando claro que
queriam impedir a publicação da matéria que estava em produção; QUE o
declarante perguntou a sua ex-esposa quem seria a pessoa que teria procurado ela;
QUE a ex-esposa disse que era um número não identificado e que era uma pessoa
que ela conhecia, mas não lhe disse quem seria esta pessoa; QUE o declarante
então procurou o editor chefe do Jornal do Tocantins, Tião Pinheiro, narrando o
ocorrido; QUE no dia seguinte, sexta-feira, por volta das 15h, foi procurado por um
conhecido de muitos anos, MARCO AURÉLIO, que atualmente trabalha na
Secretaria de Educação do Estado, na recepção do Jornal do Tocantins; QUE

MARCO AURÉLIO lhe disse que foi procurado pela mãe de FRANK, EVANI

pedindo para que ele procurasse o declarante para tentar impedir a publicação da
referida matéria; QUE MARCO AURÉLIO disse que a matéria iria prejudicar a
empresa e que eles estariam dispostos a pagar R$ 50 mil ao declarante para que
não continuasse com a matéria; QUE por volta das 17:30 foi procurado pelo Diretor
Geral da JAIME CÂMARA, JEAN, que lhe narrou o contato ocorrido na quarta-feira e
perguntou sobre o material que o declarante estaria produzindo; QUE o declarante
levou JEAN ao seu computar e mostrou a matéria, recebendo o “OK” do diretor;
QUE foi a única vez que algo do tipo ocorreu com o declarante; QUE ainda na
sexta-feira foi procurado por ROGÉRIO SILVA, ligado ao gabinete da deputada
Cláudia Lélis, e ex-colega do declarante, pedindo para marcar um encontro com o
declarante; QUE o encontro foi marcado na açaiteria ao lado do Jornal; QUE
ROGÉRIO lhe disse que a matéria que estava sendo produzida pelo declarante
estava incomodando muita gente grande; QUE pelo menos oito pessoas haviam
procurado ROGÉRIO pedindo que intervisse para que a matéria não fosse
publicada; QUE estas pessoas teriam dito que o declarante poderia pedir qualquer
coisa que seria atendido; QUE lhe ofereceram que bancariam 2 anos de vida do
declarante em Portugal; QUE perguntaram sobre as dívidas do declarante; QUE o
declarante negou todas ofertas; QUE durante a conversa com ROGÉRIO, o
declarante percebeu insistentes notificações no celular de ROGÉRIO; QUE as
mensagens partiam de uma pessoa chamada LARISSA BUCAR e perguntavam em
síntese se ROGÉRIO tinha conversado com o declarante; QUE o declarante
questionou a ROGÉRIO se LARISSA BUCAR era uma das pessoas interessadas
em impedir a publicação da matéria, tendo o mesmo respondido afirmativamente;
QUE tomando conhecimento do envolvimento de LARISSA BUCAR ligou para sua
ex-esposa questionando-a se teria sido LARISSA BUCAR quem teria procurado ela;
QUE a ex-esposa questionou como o declarante havia descoberto; QUE o
declarante disse que ela teria procurado outras pessoas para impedir a publicação
da matéria; QUE a partir deste momento o declarante procurou manter-se isolado,
passando o final de semana e a segunda-feira nas instalações do Jornal do
Tocantins; QUE estava muito receoso com as abordagens, em especial pelo seu
filho, tendo em vista que o grupo ligado a matéria teria agido reiteradamente para
impedir a publicação, procurando, inclusive, pessoas próximas ao declarante; QUE
o declarante passou a temer pela sua vida; QUE publicou a matéria na terça-feira,
dia 24/09; QUE diante da repercussão se manteve mais isolado, mas continuou a
trabalhar no caso; QUE com a deflagração das operações policiais envolvendo a
família MIRANDA ocorridas nos dias 25/09 e 26/09, identificou possível relação
daquelas investigações com a sua matéria; QUE assustado, registrou um boletim de
ocorrência, o qual apresenta cópia neste momento, assim como o material que lhe
dá suporte e a sua matéria; QUE em um primeiro momento manifestou-se que não
desejava representar criminalmente em desfavor de seus ameaçadores, pois isto
poderia prejudicar a continuidade do seu trabalho e porque tem conhecimento de
que tem o prazo de 6 meses para fazê-lo; QUE identificou que boa parte das
receitas recebidas pelo grupo Exata são provenientes de fontes federais de
recursos e que os contratos do Estado com este grupo vem de longa data, de
pelo menos há quatro anos, período que corresponde ao intervalo de tempo em que
os dados estão disponíveis para pesquisa.
(….)
Em seguida a Polícia Federal ouviu a repórter ANA PAULA REHBEIN com o intuito de verificar,
especialmente, se não poderia ser alguma mensagem rotineira pertinente a algum contato ou
assunto eventualmente relacionado a questões profissionais, tendo ela afastado essa
possibilidade e acrescentado que tal recado não faria nenhum outro sentido que não uma
tentativa de intimidação. Confiram-se os termos de sua declaração:
“…QUE é repórter da TV Anhanguera há 14 anos; QUE atualmente está
centralizando as reportagens que cobrem os desdobramentos da operação Reis do
Gado, envolvendo o ex-governador MARCELO MIRANDA; QUE no dia 30/09/2019,
por volta das 20h, recebeu chamada do recepcionista da empresa onde trabalha
pedindo que comparecesse a recepção, pois precisava lhe dizer algo sobre uma
ligação que teria recebido; QUE estranhou o contato do recepcionista e pediu para
que seu chefe, FERNANDO OZZIE, a acompanhasse; QUE ao chegar na recepção,
o funcionário ÉVERSON, assustado, disse que estava confuso, pois teria recebido
uma ligação, que não sabia se era trote ou não, na qual um senhor teria pedido a
ele passar um recado à declarante; QUE o recado era sobre o ex-governador
MARCELO MIRANDA e que a declarante saberia do que se tratava; QUE
ÉVERSON contou à declarante que teria dito ao senhor que transferiria a ligação,
mas o senhor não teria aceito; QUE teria pedido então o nome e o contato do
interlocutor, mas que o senhor também não quis passar; QUE ÉVERSON comentou
que achou estranha a ligação; QUE não tem ideia de quem seja a pessoa que lhe
mandou o referido recado; QUE não tinha nenhum contato ou assunto pendente que
pudesse se encaixar no recado; QUE ficou muito receosa com a situação e acredita
que tenha sido uma tentativa de intimidá-la, pois estava produzindo matérias diárias
a respeito de MARCELO MIRANDA; QUE é a primeira vez que recebe este tipo de
ligação; QUE ninguém mais lhe procurou desde então; QUE em razão desta ligação
tem tomado uma série de cautelas relacionadas a sua segurança;”

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