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Ponto Cartesiano

Indignação dos policiais militares sobre a falta de promoções há cerca de três anos quando governo cria mais cargos pode ser mais um problema criado pelo próprio Palácio

A situação do governo pode se agravar. Já há uma nítida movimentação na Polícia Militar de inquietação acerca da falta de promoções na caserna enquanto o governo cria mais cargos por Medida Provisória e sem que orçamento seja aprovado.

Os policiais militares, como é notório, podem também parar o Estado que já tem um dos maiores índices de crescimento da violência nos últimos dez anos. Os PMs são os que estão mais próximos dela e, portanto, sujeito às consequências mais imediatas da natureza do seu trabalho. Estão de cara com bandidos diuturnamente.

Já vai para três anos que o governo não os promove. No período, negociou e pagou parte das progressões dos servidores civis. A progressão do PM é a promoção. O governo os encabela, com a conversa de falta de recursos, desde 2017. Mas a despesa com pessoal só aumenta.

Consideração: se o governo não tivesse renovado aquela medida de Marcelo Miranda de conceder indenização de R$ 4 mil mensais a delegados que exercerem função fora de sua jurisdição (algo em torno de R$ 4,8 milhões por ano), teria no período pago as promoções dos militares. Só este ano, o governo já pagou R$ 27 milhões de indenizações a servidores e quase outro tanto de subvenções a entidades.

Os PMs durante determinado período tiveram apoio dos governos. Uma prioridade que confrontava com o que o governo destinava aos demais setores. Há quase três anos, não se sabe por que motivos(as circunstâncias apontariam o contrário dada a necessidade de combate à violência) tem sofrido o pão que “Asmodeu”   amassou.

Marcelo, pouco antes de deixar o governo, acenou com as promoções que prometia desde 2016. Não conseguiu. Chegou a mudar uma MP por decreto (imagine!!!) que foi abortada pela cassação. Mauro Carlesse assumiu e prometeu a mesma coisa. Não podia pela legislação eleitoral. Prometeu novamente que após as eleições, faria as promoções. Não fez novamente.

A criação de cargos no Palácio que representariam algo em torno de R$ 9 milhões ao ano está sendo o gatilho da indignação nos militares, como segredam a este blog oficiais tanto da ativa como da reserva.

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